Livros dos séculos XVI e XVIII da Biblioteca do Ministério dos Negócios Estrangeiros

A Biblioteca Nacional de Portugal promove, no dia 3 de março, pelas 17h00, o lançamento do catálogo Livros dos séculos XVI e XVIII da Biblioteca do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da autoria dos investigadores Diogo Ramada Curto, docente do Departamento de História, e Paula Gonçalves, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI). A obra é resultado de um projeto de investigação promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Programa

17h00 Abertura
― Maria Inês Cordeiro (Directora da Biblioteca Nacional de Portugal)
― Ana Martinho (Secretária Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros)
― José de Freitas Ferraz (Director do Instituto Diplomático)

17h15 Apresentação do catálogo dos Livros dos séculos XVI a XVIII da Biblioteca do Ministério dos Negócios Estrangeiros
― Diogo Ramada Curto (Universidade Nova de Lisboa – FSCH, IPRI)
― Paula Gonçalves (Universidade Nova de Lisboa – FSCH, IPRI)

17h30 Relevância do Direito nas Relações Internacionais
― António Costa Lobo

17h50 A cultura da diplomacia e os diplomatas portugueses nos séculos XVII a XIX
― Nuno Gonçalo Monteiro (Universidade de Lisboa, ICS)

18h10 A economia política do Iluminismo
― José Luís Cardoso (Universidade de Lisboa, ICS)

18h50 Livros com gravuras
― Miguel Faria (Universidade Autónoma de Lisboa)

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IHC ao leme da Vera Cruz

O Instituto de História Contemporânea (IHC), centro de investigação da FCSH/NOVA, constituiu-se como o responsável pela dinamização da caravela histórica Vera Cruz. Destinado a alunos desde o primeiro ciclo ao ensino secundário, os programas versam a leitura de mapas marítimos, formas de calcular um azimute, a vida a bordo ou, simplesmente, uma visita ao espaço. O tempo varia entre uma hora e hora e meia, consoante as atividades selecionadas pelos marinheiros, sendo certo que no programa constam sempre elementos sobre a História de Portugal, sobretudo no período da expansão marítima.

A Caravela Vera Cruz, construída no ano 2000 no âmbito da comemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, é uma réplica exata das antigas caravelas portuguesas. Trata-se de uma embarcação rápida, de fácil manobra e, graças ao seu fraco calado, apta a navegar em alguns rios da costa africana e brasileira.

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Famelab 2015 ou como explicar ciência em três minutos

Os candidatos ao concurso internacional Famelab de comunicação de ciência têm até 12 de Março para submeter, em vídeo, uma comunicação de três minutos sobre um tema científico da sua escolha. Uma condição obrigatória para ser contemplado(a) pelo júri: recorrer “apenas à palavra e ao gesto e sem a ajuda de PowerPoint“. O concurso, que vai na sua sexta edição em Portugal, é organizado pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e pelo British Council. Está aberto a “estudantes e trabalhadores de ciência e tecnologia, a partir dos 18 anos, que falem fluentemente português e inglês“, não se destinando a profissionais da comunicação ou das artes, lê-se no site www.famelab.pt, onde se encontra toda a informação necessária para participar.

O Famelab começou em 2005 no Festival de Ciência de Cheltenham, no Reino Unido, e rapidamente se difundiu pelo mundo. Pretende inspirar os cientistas a comunicarem a ciência, “desde o sexo dos cangurus até ao vinho do Porto, desde o uso das nanotecnologias na saúde até ao efeito da Lua no nosso dia-a-dia“. Não é a qualidade técnica dos vídeos que será avaliada, explicam ainda os organizadores, mas sim a clareza e expressividade dos candidatos.António Granado, jornalista e docente da FCSH/NOVA, é um dos elemento do júri, numa competição que, o ano passado, foi ganha por uma aluna da Faculdade.

O público também poderá votar no seu favorito aquando da apresentação dos finalistas, ao vivo e em directo, a 9 de Maio no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Ainda antes disso, uma semi-final (com entrada gratuita) terá lugar a 11 de Abril na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para escolher os dez finalistas entre os concorrentes cujos vídeos tenham sido seleccionados. A seguir, esses dez finalistas terão uma formação intensiva de dois dias (25 e 26 de Abril) sob a orientação de Malcom Love, ex-produtor da BBC e especialista internacional em comunicação de ciência. Como todos os anos, o vencedor da final portuguesa representará Portugal na final internacional do Famelab, durante o festival de Cheltenham, em Junho.

 

 

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#NOVAOnTour à distância: O admirável mundo novo

Ainda me lembro bem do dia em que fiz a minha candidatura online ao Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais na FCSH. Telefonei para o Núcleo de Mestrados para me certificar que aceitavam candidaturas de pessoas com formação fora da área de Mestrado. Nunca mais me esqueço de toda a atenção que me foi concedida, e do grande incentivo à candidatura. Assim o fiz, e depois de muitas hesitações, inscrevi-me na especialização em Estudos Europeus.

Em outubro, nas habituais sessões de apresentação das primeiras aulas, fui dizendo que era médica, a fazer a especialidade de saúde pública, e acabada de sair de um Mestrado na mesma área… e com muito pouca formação em ciências sociais. Os olhares de espanto dos professores e colegas por ter escolhido ingressar neste curso tendo em conta a minha formação inicial rapidamente deram lugar a um apoio e compreensão incondicional, que se prolonga até hoje.

As primeiras aulas foram difíceis, tudo era novo. Para além de ser uma área de conhecimento completamente diferente, a forma de abordar os conteúdos é também muito diferente das ciências da vida. Vou dar um exemplo muito simples: aqui fomenta-se a discussão em aula sobre as diferentes teorias existentes para explicar um determinado acontecimento ou fenómeno, o que contrasta com a abordagem quase puramente experimental das ciências da vida.

Para além disso, ao nível do Mestrado é assumido que os alunos tenham um conhecimento prévio em história e aspetos gerais das relações internacionais, o que não era o meu caso. Mas com a dedicação dos professores e a ajuda dos colegas, aos poucos tudo começou a fazer mais sentido.

Por todas estas razões, quando abriu a call para embaixadores decidi de imediato que me ia inscrever. Não podia perder a oportunidade de mostrar a potenciais futuros alunos que a FCSH é inclusiva e atende às necessidades de todos os seus alunos. E assim começou a aventura… Espero ter a oportunidade de visitar escolas este ano e estar presente no Dia Aberto, para mostrar que a área de estudos inicial não tem necessariamente de condicionar o nosso futuro académico. Até lá, seguirei atentamente as aventuras dos outros embaixadores pelo país fora.

Sofia Ribeiro, médica é aluna do 1.º Ano do Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais com especialização em Estudos Europeus, atualmente em estágio na Bélgica

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#NOVAOnTour: Liceu Sá da Bandeira (Santarém)

Diversidade de pessoas. Pessoas com dúvidas, pessoas com interesse, pessoas decididas, pessoas sem saber a existência do NOVA Embaixadores e, por fim, pessoas como nós. Pessoas que esclarecem todas as dúvidas acerca do ensino universitário. Cada bancada a representar uma faculdade e os respetivos cursos. É esse o ambiente que se verifica em cada escola visitada, tal como também no Liceu Sá da Bandeira em Santarém, visitado dia 5 de fevereiro de 2015 pela nossa equipa.

O projeto do NOVA Embaixadores consiste em proporcionar uma perspetiva em relação aos cursos possíveis na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA.

Assim sendo, cabe nos a nós, Embaixadores – a maioria alunos do 1.º e 2.º ano na faculdade – esclarecer todas as dúvidas que possam imaginar. Entre dúvidas específicas ou um pouco vagas, a nossa tarefa é tentar criar uma visão mais clara para todas as pessoas interessadas, quer alunos do 10.º, 11.º ou 12.º ano, quer pessoas fora da escola ou até pais e professores. Estas iniciativas são essenciais. Grande parte dos alunos do 12.º ano, na maioria das vezes, ainda não sabe bem o curso que pretende seguir. Na verdade, têm até os resultados dos exames serem publicados para se decidirem. Mas não será melhor já ter alguma ideia antes do que se tenciona fazer em vez de ter que planear tudo num belo dia de Verão e de praia e surgirem, nesse momento, ainda dúvidas?

Não importa a direção que escolherem, importa conseguirmos responder a todas as perguntas

Os alunos do Liceu Sá da Bandeira mostraram, claramente, a sua curiosidade. Mesmo alunos interessados em seguir Desporto ou Psicologia – cursos que não existem na NOVA – mostraram interesse e curiosidade nos cursos existentes e na própria faculdade. Não importa a direção que escolherem, importa conseguirmos responder a todas as perguntas dos futuros caloiros e futuros alunos universitários. A vida universitária que, para mim, só se iniciou há cinco meses atrás, é completamente diferente da vida nas escolas secundárias. É, também por essa razão, tão bom participar nesta atividade, sabendo e entendendo que para os alunos do 12º ano esta é uma fase problemática de anseio, dúvidas e decisões por fazer.

Este projeto tem, sem dúvida alguma, vantagens para o futuro dos alunos. O dia passado no Liceu Sá da Bandeira foi bastante positivo. Conseguiu-se um contacto direto com várias pessoas de várias áreas, ora de Ciências, ora de Humanidades, um número muito elevado de inscrições para o Dia Aberto e criou-se um ambiente divertido – para não se falar da melhor selfie tirada com um grupo de 80 alunos, todos com um sorriso presente.

É um grande prazer fazer parte do NOVA Embaixadores, criar contactos com pessoas, nunca esquecendo a cara delas, pois, quem sabe, poderão ser futuros alunos da FCSH e talvez até caloiros meus, tal como aquele grupinho de amigas do 11.º ano que afirmaram já ter interesse em estudar Ciência Política e Relações Internacionais. É sempre bom poder ajudar as pessoas e espero poder ajudar muito mais!

Bo Weterings, aluna do 1º ano de Ciência Política e Relações Internacionais

5 de fevereiro, 2015

A FCSH/NOVA está a visitar, de janeiro a junho, várias escolas secundárias em todo o país. Todas as semanas vamos relatar, aqui no blog, algumas das experiências dos nossos embaixadores na iniciativa #NOVAOnTour. Viaja connosco!

 

 

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Investigador do IHC lança livro sobre as relações entre Portugal e a República Federal Alemã

Rui Lopes, investigador integrado do Instituto de História Contemporânea (IHC) e bolseiro de pós doutoramento da FCT, lançou o livro  Between Cold War and Colonial Wars: The making of West German policy towards the Portuguese dictatorship, 1968-1974. A publicação resulta da sua tese de doutoramento, realizada na London School of Economics and Political Science (LSE), em 2012. Tal como o título indica, a obra centra-se na relação entre a República Federal Alemã, dirigida pelo chanceler Willy Brandt, Prémio Nobel da Paz em 1971, e Portugal, dirigido por Marcelo Caetano, líder do então mais antigo regime autoritário europeu e defensor do colonialismo.

Baseado num exaustivo trabalho de investigação, Rui Lopes desvenda os aspetos sociais, económicos, militares e diplomáticos da relação política entre os dois países, contribuído para lançar luz sobre este capítulo da História contemporânea.

A publicação, escrita em inglês, tem 288 páginas e foi publicada pela Palgrave Macmillan. A sessão de lançamento tem lugar a 11 de fevereiro, na LSE.

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#NOVAOnTour: Escola Secundária José Saramago (Mafra)

No passado dia 27 de Janeiro, a uma hora nada fácil para estudantes, partimos para mais um dia do NovaOnTour, desta vez, na escola José Saramago, em Mafra.

Admito que, nessa manhã, só me sentei 10 minutos, porque foi o único tempo livre que tive. Entre perguntas bastante especificas, como “Qual é a média?”, e outras bastante vagas, como “Estou a pensar em Antropologia… Podes explicar-me mais ou menos o que é o curso?”, não sobrou muito tempo para descansar. Aliás, tenho a impressão de que não fui abordada mais vezes por ter sido confundida com alunos do secundário, já que o meu metro e sessenta engana bastante.

A verdade é que tais tempos não estão assim tão longe para mim, visto que há menos de um ano fiz parte da população do secundário. Ao contrário de muitos, eu já sabia que queria CPRI na FCSH. Tinha média, tinha interesse, era em Lisboa… porque não? Feliz ou infelizmente, acabei por não entrar em CPRI, mas, como já tinha tudo tão bem planeado, escolhi também Sociologia, como opção, para depois pedir transferência de curso. Acontece que a NOVA é de facto tão boa que acabou por me agarrar imenso ao curso de Sociologia, fazendo com que eu desistisse de concorrer à segunda fase, onde teria conseguido entrar, e me deixasse estar onde estava e onde não podia estar melhor. De entre muitos outros motivos, este é um dos que me motiva a fazer parte do NOVA Embaixadores. É sentir que a minha experiência pode ajudar alguém a escolher o melhor para si.

Fomos abordados por alunos do 10.º, 11.º e 12.º ano, mas recordo-me particularmente melhor de um grupo de quatro raparigas do 10.º ano que mostraram interesse e curiosidade sobre a nossa faculdade. Tínhamos, sem dúvida, a preferência delas, e, apesar daquele dia estar mais direcionado para alunos do 12.º ano, aquele grupo de raparigas abordou-nos mais do que uma vez. Não assistiram à nossa apresentação porque o horário mudou, devido à ausência de algumas universidades, e o Pedro Coelho, com todo o gosto, fez uma apresentação quase privada para aquelas quatro alunas. “São alunas do décimo ano, sabem lá o que querem na faculdade”, estão provavelmente vocês a pensar agora, mas são, de certeza, quatro alunas que se vão lembrar de toda a atenção dispensada por parte da NOVA e dos seus Embaixadores.

Não há nada mais gratificante do que nos sentirmos úteis. Com a Nova, com este projecto, Nova Embaixadores, eu sinto-me útil. Quem sabe se, para o ano, o nosso novo caloiro não falou comigo em Mafra? Quem sabe.

Margarida Gato, aluna do 1.º Ano de Sociologia

29 de janeiro, 2015

A FCSH/NOVA está a visitar, de janeiro a junho, várias escolas secundárias em todo o país. Todas as semanas vamos relatar, aqui no blog, algumas das experiências dos nossos embaixadores na iniciativa #NOVAOnTour. Viaja connosco!

 

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Alunos de Ciências da Comunicação apresentam plano de marketing para a Fundação São João de Deus

Os alunos do 2.º e 3.º ano da licenciatura em Ciências da Comunicação apresentaram, no final do passado semestre, um plano de marketing para a Fundação São João de Deus (FSJD), designadamente para o programa “Somos por Si”. O resultado foi avaliado pelo Presidente da FSJD, Rui Ferreira Amaral, pela responsável pela Delegação de Lisboa, Sandra Silva, por um representante do Departamento de Comunicação da FSJD, João Magalhães, pela Agência Best Wishes, especializada na organização de campanhas na área do marketing social, representada pela sua Coordenadora Carla Bandarra, e pela docente da unidade curricular de Marketing da FCSH/NOVA, Ana Margarida Barreto.

O trabalho vencedor pertence ao grupo dos alunos Bárbara Silva, Diogo Martins Yebra, Maria Alves, Maria Perez e Ana Recio, que assim poderão pôr em prática as suas propostas através da realização de um estágio naquela instituição. Sublinhe-se facto desta equipa incluir alunos que integram o programa internacional Erasmus, destacando a capacidade de trabalho em equipa e de integração existente entre alunos.

Enquadrado na unidade curricular de Marketing, este evento nasce da vontade de estabelecer a ponte entre a academia e a indústria, contribuir para o esclarecimento da definição conceptual da área do Marketing Social e sua implementação estratégica e operacional.

A fundação encontra-se diretamente aliada à Província Portuguesa da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, desenvolvendo vários projetos de auxílio a doentes e aos mais carenciados, abrangendo diferentes faixas etárias. O projeto para o qual o plano de comunicação e marketing irá ser aplicado diz respeito ao programa “Somos por si”, que intervém junto de pessoas idosas e familiares de emigrantes portugueses, sem rede familiar de apoio e que se encontram em situação de isolamento social. O apoio prestado vai no sentido de combater a solidão dos participantes, promovendo a sua colaboração em atividades sociais, culturas e desportivas, e de os ajudar nas suas tarefas diárias em especial nas deslocações exteriores (consultas, serviços burocráticos, compras, etc.), na comunicação regular destas pessoas com a família através de videoconferência ou na leitura de correspondência no caso de quem não sabe ler, estimulando paralelamente a continuidade da sua autonomia, através da exercício das funções cognitivas (memória, atenção, raciocínio, linguagem, etc.).

Leia a entrevista com os alunos

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#NOVAOnTour: Escola Secundária do Forte da Casa

A primeira visita na qual participei foi à Escola Secundária do Forte da Casa na qual fui aluna até ao ano letivo passado. Por volta das 9h45 já estávamos instalados no bar, mesmo à hora do primeiro intervalo. Já se notava alguma afluência e, pouco a pouco, surgiam os primeiros interessados. Aproximavam-se lenta e timidamente da nossa banca e eram prontamente recebidos com brochuras sobre os cursos, acompanhados de cândidas questões a respeito das suas áreas de interesse para os deixar mais à vontade para colocarem dúvidas.

A partir daí, a partilha de informações tornou-se constante. Alguns alunos chegavam confusos, sem saber que opções existiam, sem uma área específica em mente, outros tinham dúvidas entre uma ou outra área e havia ainda uma minoria que chegava com uma escolha definida, preparada para esclarecer os últimos pormenores.

Entre as enchentes dos intervalos havia tempo para a troca de ideias e a convivência  amigável entre os representantes das diferentes instituições de ensino superior. Para mim, afigurava-se o momento mais oportuno para relembrar os dias que havia passado naquela escola e conversar com os meus ex-professores e colegas sobre a adaptação e satisfação com o meu curso e com a própria FCSH. No geral, a passagem pela “minha escola” estava a ser um êxito.

NOVA Embaixadores proporciona ‘contacto direto’

É interessante contactar com as pessoas diretamente, “de igual para igual”, tentando explicar aos estudantes bem como aos professores e encarregados de educação os objetivos de cada curso, a organização curricular, as saídas profissionais e as tão solicitadas médias dos últimos colocados. Para além disso, e depois de algumas visitas às escolas, apercebi-me de que nós próprios vamos criando estratégias de interação, que acabam por desenvolver as nossas competências de comunicar e falar em público.

Decidi participar neste projeto visto que tencionava ajudar e facilitar de alguma forma as decisões dos alunos, assim como já havia sido ajudada pelo Pedro (o nosso sempre disponível “mentor”) no ano passado.

Lembro-me que no início do meu 12.º ano já tinha escolhido o curso a que me iria candidatar, faltaria “apenas” decidir a instituição. Foi aí que começaram as intensas pesquisas pela universidade ideal e foi nessa altura também que, felizmente, a banca da FCSH/NOVA se cruzou no meu caminho.

Vejo a criação do NOVA Embaixadores como uma iniciativa de louvar, já que estabelece uma relação positiva de maior proximidade entre alunos de diferentes licenciaturas da FCSH e futuros colegas. Visto que nós, embaixadores, passámos pelo mesmo período de indecisão há relativamente pouco tempo, conseguimos, certamente, identificar e compreender melhor as incertezas dos estudantes.

Ani Gregorian, aluna do 1.º Ano de Ciência Política e Relações Internacionais

22 de janeiro, 2015

A FCSH/NOVA está a visitar, de janeiro a junho, várias escolas secundárias em todo o país. Todas as semanas vamos relatar, aqui no blog, algumas das experiências dos nossos embaixadores na iniciativa #NOVAOnTour. Viaja connosco!
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#NOVAOnTour: Escola Secundária de Camões

Chegámos à escola às 8:30, conforme combinado, o que foi o primeiro “erro”. Só lá estavam alguns representantes de faculdades e nenhum aluno. Lição aprendida – só vale a pena chegar pouco antes do primeiro intervalo.

Pelas 9:30 começaram a chegar os primeiros alunos. Quase todos em grupos de três ou quatro, mantendo-se sempre a um bom metro de distância das bancas… por segurança, claro.

Dizem-se bons dias, distribuem-se panfletos, explicam-se cursos e esclarece-se que não, não temos o curso de Biologia na FCSH. Isto tudo num ginásio onde a temperatura devia rondar, pelo menos, os -5º C.

Passaram-se 20 minutos, todos regressaram às aulas e eu fico a lembrar a minha saída da secundária, exatamente daquela secundária. Em fevereiro, há dois anos, ainda não tinha decidido nada, só sentia a crescente ansiedade e sensação de tempo a esgotar. Adorava o Camões e não sabia que curso superior escolher, nada me “chamava”. Tentei resistir ao máximo à mudança e àquela obrigação de decidir o meu futuro, decisão com D grande, que tão assustador e irreversível parece na altura. Segundo intervalo; outra enchente de alunos a recolher possíveis futuros em forma de panfletos.

Comecei por frequentar Direito e pus o curso de Línguas, Literaturas e Culturas como segunda opção. Um ano depois, percebi que, afinal, essa segunda opção devia ter sido a primeira e mudei para a FCSH, que me levou ontem de volta ao Camões.

Inscrevi-me no NOVA Embaixadores porque achei que seria o meio certo para poder dar aos meus futuros colegas, ainda na secundária, o que eu não tive: ajuda e aconselhamento sincero por parte de quem sabe, por experiência própria, como os cursos verdadeiramente são.

Em fevereiro, para muitos dos alunos do 12º ano, a faculdade ainda parece algo longínquo, mas, quem sabe, a palestra dada pelo Pedro e a banquinha da FCSH possam ter ajudado alguém. Talvez aquela parelha de amigas de Ciências, indecisas entre Veterinária e CPRI. Ou, se calhar, aquela menina amorosa que veio sozinha, com um ar tímido, a dizer que queria seguir Direção Coral e Musical. Ou até alguém que nem veio falar connosco.

Esta manhã passada no Camões – a escola que me levou até à FCSH – marcou o arranque da primeira geração dos NOVA Embaixadores e eu estive lá.

Rita Pinto-Coelho, aluna do 2.º Ano de Línguas, Literaturas e Culturas

14 de janeiro, 2015

 

A FCSH/NOVA está a visitar, de janeiro a junho, várias escolas secundárias em todo o país. Todas as semanas vamos relatar, aqui no blog, algumas das experiências dos nossos embaixadores na iniciativa #NOVAOnTour. Viaja connosco!
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