Antigo aluno desenvolve empresa de informação geográfica com recurso a drones

João Marques, licenciado em Geografia e Planeamento Regional e Mestre em Gestão do Território pela FCSH/NOVA, é o responsável pela Geodrone, uma empresa inovadora de informação geográfica com recurso a drones. O antigo aluno, que há seis meses filma, fotografa território e elabora modelos de três dimensões, percebeu que “poderia ser interessante criar informação geográfica com recurso a drones, algo que até então, em Portugal, era pouco explorado”, declarou ao “Público”. O potencial é grande e a margem para o progresso em Portugal é “enorme”, considera o empreendedor que, por isso, lançou a sua empresa em setembro de 2014.

Seja para estudos “muito localizados”, como inundações rápidas, deslizamentos de terreno, extração de inertes, depósito de resíduos sólidos, levantamentos topográficos para áreas de expansão urbana, agricultura de precisão, erosão de solos, modelação de áreas urbanas, a informação geográfica obtida através destas aeronaves não tripuladas pode ser “insubstituível” a “quatro níveis: muito alta resolução, muito baixo custo de aquisição, comparativamente a outra tecnologia, rapidez de obtenção de dados e de processamento dos mesmos e, finalmente, possibilidade de cobertura com frequência temporal muitíssimo alta”, enumera João Marques.

A Geodrone fez levantamentos para a Universidade NOVA de Lisboa e está a desenvolver um projeto de modelação 3D de elementos urbanos para incluir em plataformas móveis de valorização do património.

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Empreendedorismo Social – entrevista com Vander Casaqui

Investigador sobre o tema ‘Empreendedorismo Social’ nos contextos português e brasileiro, desde o pós-doutoramento até hoje, Vander Casaqui é docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM (São Paulo, Brasil), Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2005), com pós-doutorado pela FCSH (2013).

Fomos saber junto do docente e investigador, que ainda recentemente proferiu uma palestra na Faculdade, mais sobre o empreendedorismo social e quais as grandes diferenças entre os seus protagonistas, de um e do outro lado do Atlântico.

 

O que explica a notoriedade recente do empreendedor social?

O empreendedor social é um agente que ganha relevância em nosso tempo. Essa relevância está baseada num momento histórico em que ser empreendedor se torna modelo de cultura, algo tido como ideal para a sociedade de maneira geral. Essa cultura empreendedora passa a abarcar também os problemas sociais, o que, a meu ver, não deveria ser tido como algo que substitui o papel do Estado Social e do contrato social mais amplo, para além das iniciativas desses agentes. Em síntese, o empreendedor social não deveria ser a tábua de salvação, a solução para tudo, mas é o que vemos pelos discursos recentes relacionados a ele.

 

Em que sociedade nota mais interesse pelo empreendedorismo social, a portuguesa ou a brasileira?

Ambos os países valorizam o empreendedor social, cada um a seu modo. No caso português, o ambiente de crise favorece a emergência desse agente, como forma de salvação diante da falta de perspectivas da economia. No caso brasileiro, os históricos problemas sociais passam a ser lidos como oportunidades para empreendedores habilitados tecnicamente. A formação e o estímulo a empreendedores estão na pauta do dia dos dois países, e isso abarca os problemas sociais também.

 

Há alguma diferença significativa entre estratégias e ação dos empreendedores sociais portugueses e brasileiros?

Em minha pesquisa, que incluiu entrevistas com empreendedores sociais de Lisboa, do Porto e de São Paulo, a principal diferença foi uma tendência maior ao uso das redes sociais pelos brasileiros para lançar projetos, como plataformas para dar visibilidade a empreendedores sociais, para estimular o voluntariado, para levantar recursos via crowdfunding, por exemplo. A cena de São Paulo é especialmente rica nesse tipo de empreendedorismo social pensado a partir das redes digitais.

 

É correto afirmar-se que os empreendedores sociais têm percursos de vida distintos da maioria das pessoas?

Os empreendedores são seres sociais como quaisquer outros, inclusive em seu impulso para narrativizar a vida como uma missão, com um objetivo maior. No caso dos empreendedores sociais, há uma ética que organiza a vida como um todo, presente nos relatos desses agentes. Dessa forma, tendem a buscar relação entre passado, presente e futuro como uma grande narrativa de vida que demonstra a vocação para ser empreendedor social.

 

Nas entrevistas que realizou, os empreendedores sociais demostram descontentamento pelo funcionamento da sociedade, ou há antes uma atitude de aceitação? Em que país isso é mais visível?

Em ambos os países, há uma descrença muito forte em relação à capacidade do Estado e da política tradicional de resolver os problemas sociais, o que motiva as ações individuais ou de pequenos coletivos. Essa solução, de certa forma, é uma aceitação desse estado de coisas, o que não me parece bom como via única; quando renunciamos a um contrato social amplo, a uma sociedade comprometida com a transformação social, ficamos com soluções pontuais, que só atenuam os grandes problemas que devemos enfrentar.

 

Qual é o país que melhor apoia este tipo de iniciativas?

Pela observação e acompanhamento dos dois contextos, ficou evidente que Portugal tem criado mais iniciativas organizadas para estimular o empreendedorismo social. No Brasil há muitas iniciativas, mas ainda há muita lentidão em se propor políticas de estímulo estatais, bem como ainda há muito poucas iniciativas de formação de empreendedores sociais, como acontece nas universidades portuguesas.

 

Escreveu que “pensar Portugal daqui a 10 anos é pensar em um país no qual o Estado não é considerado como parte da solução dos problemas”. Pensa que a sociedade olha para estas empresas sociais como parte da solução?

Sim, e inclusive o Estado alimenta esse discurso de que o empreendedorismo e o empreendedorismo social são a solução de todos os problemas e a via única para o futuro do país. Essa terceirização do papel do Estado é curiosa e complexa, mas está sendo reiterada de forma crescente. Um dos sintomas disso é o dia dedicado ao empreendedorismo social, iniciativa divulgada por Cavaco Silva em 12 de dezembro de 2013.

 

Acha que a sociedade reconhece este tipo de empreendedores sociais como “heróis”, no sentido que dão parte do seu tempo e vida para trabalhar para o bem comum? Este aspeto é mais visível em Portugal ou no Brasil?

Não tenho como afirmar que a sociedade como um todo reconhece os empreendedores sociais como heróis, mas esse discurso está muito presente nesse campo de atuação, especialmente nas organizações incentivadoras da atividade desses agentes. Organizações locais e globais, como a Ashoka, a Schwab Foundation, trazem a imagem do herói para apresentar os empreendedores sociais e suas realizações.

 

Escreve que “entre visões eufóricas e disfóricas, os empreendedores sociais persistem, engajando-se, queiram ou não, no mercado capitalista, com o sonho de ‘revolucionar’, de ‘mudar o mundo’”. É uma característica comum aos dos lados do Atlântico?

Essa é uma questão bastante complexa, pois há muitos paradoxos no contexto em que o empreendedor social se insere. É exigido desse agente que una à sua vontade de mudar o mundo a capacidade de ser sustentável, de ser empreendedor, competitivo, capaz de conduzir de forma eficaz planos de negócios. Também se espera que suas iniciativas sejam de alto impacto, replicáveis e capazes de prospectar e seduzir investidores. Tanto em Portugal quanto no Brasil, a realidade é parecida: o empreendedor social é obrigado a operar como um player do mercado capitalista, seguindo suas lógicas para estabelecer os seus projetos e torná-los sustentáveis.

 

Informações adicionais:

Narrativas de empreendedores sociais portugueses e brasileiros: percursos de vida e projetos de transformação

Ideologia do empreendedorismo social: representações do trabalho em tempos de crise do Estado Social português

Concepções e significados do empreendedorismo social no Brasil e em Portugal:

crise, performance e bem comum

 

 

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#NOVAOnTour: Quando a escola vem à faculdade…

Num ano tão decisivo como é o 12º ano, as visitas às universidades podem ser uma boa ajuda para tomar uma decisão ou podem, apenas, criar mais dúvidas. No dia 5 de março, nós, alunos de 11º e 12º anos de escolaridade do Curso de Línguas e Humanidades, tivemos a oportunidade de fazer uma dessas visitas à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

A primeira paragem da visita foi na esplanada, que, apesar de desprovida de mesas e cadeiras (fomos informados que iriam voltar a ser colocadas nesse dia) estava cheia de alunos, alguns até que estranharam a chegada do nosso grupo (cheguei a ouvir uma rapariga a comentar “Será Dia Aberto?”). Talvez o estatuto de “aluno universitário” seja tão intimidante para nós que nos esquecemos que a diferença de idade entre eles e nós não é assim tão grande.

Seguimos para o auditório, onde foi feita uma apresentação sobre a faculdade (organização, funcionamento, oferta formativa). De vez em quando, lá vinha a pergunta “Alguém tem alguma dúvida?”, às vezes havia um braço que superava a timidez e questionava acerca de um certo curso, a vida de universitário, a própria faculdade ou as tão temidas médias.

“Foi uma conversa que nos ajudou a compreender melhor as nossas escolhas”

Foi sem dúvida uma conversa que nos ajudou a compreender as escolhas que queremos. Pessoalmente, ajudou-me a perceber melhor o curso que pretendo seguir e a corrigir ideias erradas que tinha acerca dele. Além disso, os nossos guias explicaram-nos o que podemos esperar para o próximo ano escolar e que a passagem do secundário para a universidade não será fácil.

Continuámos a visita pelas instalações, onde sentimos a diferença entre a calma biblioteca e a animada Associação de Estudantes, onde o vice-presidente falou um pouco connosco. Prosseguimos pelos vários blocos, e algumas salas de aula, e acabámos no edifício onde estão alojados os Doutoramentos e os centros de investigação. No final, os nossos acompanhantes apelaram a que, quando fizéssemos a nossa inscrição no ensino superior, não esquecêssemos a faculdade que acabávamos de visitar.

Voltámos para casa com a consciência das opções que temos e, um dia, também nós tomaremos o nosso lugar na “esplanada”, seja nesta ou noutra universidade. Agora, é esperar (ansiosamente) por setembro.

Ana Rosário, aluna do 12.º Ano da Escola Secundária de Serpa

 

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Livros dos séculos XVI e XVIII da Biblioteca do Ministério dos Negócios Estrangeiros

A Biblioteca Nacional de Portugal promove, no dia 3 de março, pelas 17h00, o lançamento do catálogo Livros dos séculos XVI e XVIII da Biblioteca do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da autoria dos investigadores Diogo Ramada Curto, docente do Departamento de História, e Paula Gonçalves, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI). A obra é resultado de um projeto de investigação promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Programa

17h00 Abertura
― Maria Inês Cordeiro (Directora da Biblioteca Nacional de Portugal)
― Ana Martinho (Secretária Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros)
― José de Freitas Ferraz (Director do Instituto Diplomático)

17h15 Apresentação do catálogo dos Livros dos séculos XVI a XVIII da Biblioteca do Ministério dos Negócios Estrangeiros
― Diogo Ramada Curto (Universidade Nova de Lisboa – FSCH, IPRI)
― Paula Gonçalves (Universidade Nova de Lisboa – FSCH, IPRI)

17h30 Relevância do Direito nas Relações Internacionais
― António Costa Lobo

17h50 A cultura da diplomacia e os diplomatas portugueses nos séculos XVII a XIX
― Nuno Gonçalo Monteiro (Universidade de Lisboa, ICS)

18h10 A economia política do Iluminismo
― José Luís Cardoso (Universidade de Lisboa, ICS)

18h50 Livros com gravuras
― Miguel Faria (Universidade Autónoma de Lisboa)

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IHC ao leme da Vera Cruz

O Instituto de História Contemporânea (IHC), centro de investigação da FCSH/NOVA, constituiu-se como o responsável pela dinamização da caravela histórica Vera Cruz. Destinado a alunos desde o primeiro ciclo ao ensino secundário, os programas versam a leitura de mapas marítimos, formas de calcular um azimute, a vida a bordo ou, simplesmente, uma visita ao espaço. O tempo varia entre uma hora e hora e meia, consoante as atividades selecionadas pelos marinheiros, sendo certo que no programa constam sempre elementos sobre a História de Portugal, sobretudo no período da expansão marítima.

A Caravela Vera Cruz, construída no ano 2000 no âmbito da comemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, é uma réplica exata das antigas caravelas portuguesas. Trata-se de uma embarcação rápida, de fácil manobra e, graças ao seu fraco calado, apta a navegar em alguns rios da costa africana e brasileira.

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Famelab 2015 ou como explicar ciência em três minutos

Os candidatos ao concurso internacional Famelab de comunicação de ciência têm até 12 de Março para submeter, em vídeo, uma comunicação de três minutos sobre um tema científico da sua escolha. Uma condição obrigatória para ser contemplado(a) pelo júri: recorrer “apenas à palavra e ao gesto e sem a ajuda de PowerPoint“. O concurso, que vai na sua sexta edição em Portugal, é organizado pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e pelo British Council. Está aberto a “estudantes e trabalhadores de ciência e tecnologia, a partir dos 18 anos, que falem fluentemente português e inglês“, não se destinando a profissionais da comunicação ou das artes, lê-se no site www.famelab.pt, onde se encontra toda a informação necessária para participar.

O Famelab começou em 2005 no Festival de Ciência de Cheltenham, no Reino Unido, e rapidamente se difundiu pelo mundo. Pretende inspirar os cientistas a comunicarem a ciência, “desde o sexo dos cangurus até ao vinho do Porto, desde o uso das nanotecnologias na saúde até ao efeito da Lua no nosso dia-a-dia“. Não é a qualidade técnica dos vídeos que será avaliada, explicam ainda os organizadores, mas sim a clareza e expressividade dos candidatos.António Granado, jornalista e docente da FCSH/NOVA, é um dos elemento do júri, numa competição que, o ano passado, foi ganha por uma aluna da Faculdade.

O público também poderá votar no seu favorito aquando da apresentação dos finalistas, ao vivo e em directo, a 9 de Maio no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Ainda antes disso, uma semi-final (com entrada gratuita) terá lugar a 11 de Abril na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para escolher os dez finalistas entre os concorrentes cujos vídeos tenham sido seleccionados. A seguir, esses dez finalistas terão uma formação intensiva de dois dias (25 e 26 de Abril) sob a orientação de Malcom Love, ex-produtor da BBC e especialista internacional em comunicação de ciência. Como todos os anos, o vencedor da final portuguesa representará Portugal na final internacional do Famelab, durante o festival de Cheltenham, em Junho.

 

 

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#NOVAOnTour à distância: O admirável mundo novo

Ainda me lembro bem do dia em que fiz a minha candidatura online ao Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais na FCSH. Telefonei para o Núcleo de Mestrados para me certificar que aceitavam candidaturas de pessoas com formação fora da área de Mestrado. Nunca mais me esqueço de toda a atenção que me foi concedida, e do grande incentivo à candidatura. Assim o fiz, e depois de muitas hesitações, inscrevi-me na especialização em Estudos Europeus.

Em outubro, nas habituais sessões de apresentação das primeiras aulas, fui dizendo que era médica, a fazer a especialidade de saúde pública, e acabada de sair de um Mestrado na mesma área… e com muito pouca formação em ciências sociais. Os olhares de espanto dos professores e colegas por ter escolhido ingressar neste curso tendo em conta a minha formação inicial rapidamente deram lugar a um apoio e compreensão incondicional, que se prolonga até hoje.

As primeiras aulas foram difíceis, tudo era novo. Para além de ser uma área de conhecimento completamente diferente, a forma de abordar os conteúdos é também muito diferente das ciências da vida. Vou dar um exemplo muito simples: aqui fomenta-se a discussão em aula sobre as diferentes teorias existentes para explicar um determinado acontecimento ou fenómeno, o que contrasta com a abordagem quase puramente experimental das ciências da vida.

Para além disso, ao nível do Mestrado é assumido que os alunos tenham um conhecimento prévio em história e aspetos gerais das relações internacionais, o que não era o meu caso. Mas com a dedicação dos professores e a ajuda dos colegas, aos poucos tudo começou a fazer mais sentido.

Por todas estas razões, quando abriu a call para embaixadores decidi de imediato que me ia inscrever. Não podia perder a oportunidade de mostrar a potenciais futuros alunos que a FCSH é inclusiva e atende às necessidades de todos os seus alunos. E assim começou a aventura… Espero ter a oportunidade de visitar escolas este ano e estar presente no Dia Aberto, para mostrar que a área de estudos inicial não tem necessariamente de condicionar o nosso futuro académico. Até lá, seguirei atentamente as aventuras dos outros embaixadores pelo país fora.

Sofia Ribeiro, médica é aluna do 1.º Ano do Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais com especialização em Estudos Europeus, atualmente em estágio na Bélgica

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#NOVAOnTour: Liceu Sá da Bandeira (Santarém)

Diversidade de pessoas. Pessoas com dúvidas, pessoas com interesse, pessoas decididas, pessoas sem saber a existência do NOVA Embaixadores e, por fim, pessoas como nós. Pessoas que esclarecem todas as dúvidas acerca do ensino universitário. Cada bancada a representar uma faculdade e os respetivos cursos. É esse o ambiente que se verifica em cada escola visitada, tal como também no Liceu Sá da Bandeira em Santarém, visitado dia 5 de fevereiro de 2015 pela nossa equipa.

O projeto do NOVA Embaixadores consiste em proporcionar uma perspetiva em relação aos cursos possíveis na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA.

Assim sendo, cabe nos a nós, Embaixadores – a maioria alunos do 1.º e 2.º ano na faculdade – esclarecer todas as dúvidas que possam imaginar. Entre dúvidas específicas ou um pouco vagas, a nossa tarefa é tentar criar uma visão mais clara para todas as pessoas interessadas, quer alunos do 10.º, 11.º ou 12.º ano, quer pessoas fora da escola ou até pais e professores. Estas iniciativas são essenciais. Grande parte dos alunos do 12.º ano, na maioria das vezes, ainda não sabe bem o curso que pretende seguir. Na verdade, têm até os resultados dos exames serem publicados para se decidirem. Mas não será melhor já ter alguma ideia antes do que se tenciona fazer em vez de ter que planear tudo num belo dia de Verão e de praia e surgirem, nesse momento, ainda dúvidas?

Não importa a direção que escolherem, importa conseguirmos responder a todas as perguntas

Os alunos do Liceu Sá da Bandeira mostraram, claramente, a sua curiosidade. Mesmo alunos interessados em seguir Desporto ou Psicologia – cursos que não existem na NOVA – mostraram interesse e curiosidade nos cursos existentes e na própria faculdade. Não importa a direção que escolherem, importa conseguirmos responder a todas as perguntas dos futuros caloiros e futuros alunos universitários. A vida universitária que, para mim, só se iniciou há cinco meses atrás, é completamente diferente da vida nas escolas secundárias. É, também por essa razão, tão bom participar nesta atividade, sabendo e entendendo que para os alunos do 12º ano esta é uma fase problemática de anseio, dúvidas e decisões por fazer.

Este projeto tem, sem dúvida alguma, vantagens para o futuro dos alunos. O dia passado no Liceu Sá da Bandeira foi bastante positivo. Conseguiu-se um contacto direto com várias pessoas de várias áreas, ora de Ciências, ora de Humanidades, um número muito elevado de inscrições para o Dia Aberto e criou-se um ambiente divertido – para não se falar da melhor selfie tirada com um grupo de 80 alunos, todos com um sorriso presente.

É um grande prazer fazer parte do NOVA Embaixadores, criar contactos com pessoas, nunca esquecendo a cara delas, pois, quem sabe, poderão ser futuros alunos da FCSH e talvez até caloiros meus, tal como aquele grupinho de amigas do 11.º ano que afirmaram já ter interesse em estudar Ciência Política e Relações Internacionais. É sempre bom poder ajudar as pessoas e espero poder ajudar muito mais!

Bo Weterings, aluna do 1º ano de Ciência Política e Relações Internacionais

5 de fevereiro, 2015

A FCSH/NOVA está a visitar, de janeiro a junho, várias escolas secundárias em todo o país. Todas as semanas vamos relatar, aqui no blog, algumas das experiências dos nossos embaixadores na iniciativa #NOVAOnTour. Viaja connosco!

 

 

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Investigador do IHC lança livro sobre as relações entre Portugal e a República Federal Alemã

Rui Lopes, investigador integrado do Instituto de História Contemporânea (IHC) e bolseiro de pós doutoramento da FCT, lançou o livro  Between Cold War and Colonial Wars: The making of West German policy towards the Portuguese dictatorship, 1968-1974. A publicação resulta da sua tese de doutoramento, realizada na London School of Economics and Political Science (LSE), em 2012. Tal como o título indica, a obra centra-se na relação entre a República Federal Alemã, dirigida pelo chanceler Willy Brandt, Prémio Nobel da Paz em 1971, e Portugal, dirigido por Marcelo Caetano, líder do então mais antigo regime autoritário europeu e defensor do colonialismo.

Baseado num exaustivo trabalho de investigação, Rui Lopes desvenda os aspetos sociais, económicos, militares e diplomáticos da relação política entre os dois países, contribuído para lançar luz sobre este capítulo da História contemporânea.

A publicação, escrita em inglês, tem 288 páginas e foi publicada pela Palgrave Macmillan. A sessão de lançamento tem lugar a 11 de fevereiro, na LSE.

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#NOVAOnTour: Escola Secundária José Saramago (Mafra)

No passado dia 27 de Janeiro, a uma hora nada fácil para estudantes, partimos para mais um dia do NovaOnTour, desta vez, na escola José Saramago, em Mafra.

Admito que, nessa manhã, só me sentei 10 minutos, porque foi o único tempo livre que tive. Entre perguntas bastante especificas, como “Qual é a média?”, e outras bastante vagas, como “Estou a pensar em Antropologia… Podes explicar-me mais ou menos o que é o curso?”, não sobrou muito tempo para descansar. Aliás, tenho a impressão de que não fui abordada mais vezes por ter sido confundida com alunos do secundário, já que o meu metro e sessenta engana bastante.

A verdade é que tais tempos não estão assim tão longe para mim, visto que há menos de um ano fiz parte da população do secundário. Ao contrário de muitos, eu já sabia que queria CPRI na FCSH. Tinha média, tinha interesse, era em Lisboa… porque não? Feliz ou infelizmente, acabei por não entrar em CPRI, mas, como já tinha tudo tão bem planeado, escolhi também Sociologia, como opção, para depois pedir transferência de curso. Acontece que a NOVA é de facto tão boa que acabou por me agarrar imenso ao curso de Sociologia, fazendo com que eu desistisse de concorrer à segunda fase, onde teria conseguido entrar, e me deixasse estar onde estava e onde não podia estar melhor. De entre muitos outros motivos, este é um dos que me motiva a fazer parte do NOVA Embaixadores. É sentir que a minha experiência pode ajudar alguém a escolher o melhor para si.

Fomos abordados por alunos do 10.º, 11.º e 12.º ano, mas recordo-me particularmente melhor de um grupo de quatro raparigas do 10.º ano que mostraram interesse e curiosidade sobre a nossa faculdade. Tínhamos, sem dúvida, a preferência delas, e, apesar daquele dia estar mais direcionado para alunos do 12.º ano, aquele grupo de raparigas abordou-nos mais do que uma vez. Não assistiram à nossa apresentação porque o horário mudou, devido à ausência de algumas universidades, e o Pedro Coelho, com todo o gosto, fez uma apresentação quase privada para aquelas quatro alunas. “São alunas do décimo ano, sabem lá o que querem na faculdade”, estão provavelmente vocês a pensar agora, mas são, de certeza, quatro alunas que se vão lembrar de toda a atenção dispensada por parte da NOVA e dos seus Embaixadores.

Não há nada mais gratificante do que nos sentirmos úteis. Com a Nova, com este projecto, Nova Embaixadores, eu sinto-me útil. Quem sabe se, para o ano, o nosso novo caloiro não falou comigo em Mafra? Quem sabe.

Margarida Gato, aluna do 1.º Ano de Sociologia

29 de janeiro, 2015

A FCSH/NOVA está a visitar, de janeiro a junho, várias escolas secundárias em todo o país. Todas as semanas vamos relatar, aqui no blog, algumas das experiências dos nossos embaixadores na iniciativa #NOVAOnTour. Viaja connosco!

 

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