Investigadores da FCSH/NOVA revelam que BE e PCP foram quem mais se opôs aos governos socialistas

Estudo da FCSH/NOVA mostra que durante os anos de governação do PS, nomeadamente de José Sócrates, a esquerda votou mais contra os diplomas que vinham do governo do que os partidos de direita.

Catherine Moury, Elisabetta De Giorgi e João Pedro Ruivo, investigadores da FCSH/NOVA, contabilizaram os votos dos seis partidos com representação na Assembleia da República (CDU agrega PCP e Os Verdes) em relação a propostas do Governo, demonstrando que os partidos de esquerda penalizaram mais os socialistas no poder do que os governos de direita. A conclusão faz parte do estudo “Incumbents, opposition and international lenders: governing Portugal in times of crisis”, que será publicado, para o ano, na revista “The Journal of Legislative Studies”.

O documento afirma também que, em tempo de crise, o consenso entre os partidos também se torna mais difícil, sendo o governo de Passos Coelho aquele que menos conseguiu cativar votos da oposição para as suas medidas, desde 1995.

Publicado em FCSH, Geral, Investigação, Universidade Nova de Lisboa

Vargas Llosa recebe Doutoramento Honoris Causa

“A literatura é uma arma”, recordou o escritor peruano após ser distinguido com um Doutoramento Honoris Causa pela Universidade NOVA de Lisboa.

A literatura não se deve restringir ao entretenimento, é também “uma arma eficaz para combater as injustiças”, afirmou Vargas Llosa durante a cerimónia onde lhe foi atribuído um Doutoramento Honoris Causa pela Universidade NOVA de Lisboa. O evento surge na sequência da proposta de Nuno Júdice, docente do Departamento de Línguas, Culturas e Literaturas Modernas da FCSH/NOVA, e teve lugar no dia 22 de Julho na Reitoria da NOVA.

Perante um auditório cheio, o escritor peruano recebeu a distinção pelas mãos de António Rendas, Reitor da NOVA, que a justificou como “ato de reconhecimento a um homem que é um cidadão do mundo”. Na assistência estavam Francisco Pinto Balsemão (Presidente do Conselho da FCSH/NOVA e padrinho do laureado), João Costa (Director da FCSH/NOVA), Mário Soares (antigo Presidente da República), Jorge Barreto Xavier (secretário de Estado da Cultura), Maria de Belém (antiga ministra), Pilar del Rio (jornalista), os escritores Mário de Carvalho, Lídia Jorge e Francisco José Viegas, embaixadores, reitores de outras universidades, entre muitos outros.

Durante o seu discurso o escritor de 78 anos destacou ainda o seu gosto pela obra de Fernando Pessoa, de quem tem “um busto no escritório”, introduzida por José Cardoso Pires (1925-1998), a quem chamou de o seu “amigo português”. Classificou também a corrupção como “um dos grandes perigos das sociedades atuais”, ao mesmo tempo que recordou “a importância das universidades na construção de uma sociedade democrática e na luta contra a ditadura”.

Mário Vargas Llosa, jornalista, ensaísta, nobre, político peruano e autor de inúmeras publicações, foi distinguido, em 1994, com o Prémio Cervantes e, em 2010, com o Nobel da Literatura.

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FCSH/NOVA assina cooperação com o Comité Olímpico de Portugal

O desenvolvimento das atividades do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Desportivo e a implementação de um Prémio de investigação no valor de 5 mil euros são os principais objetivos.

O Instituto de História Contemporânea (IHC) e a FCSH/NOVA assinaram, juntamente com nove instituições de Ensino Superior, um acordo de cooperação com o Comité Olímpico de Portugal (COP) para o desenvolvimento das atividades do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Desportivo. Adicionalmente, foi também instituído o Prémio COP/ Fundação Millennium BCP Ciências do Desporto que, em 2015, tem um eixo de investigação para a área da História do Desporto, e prevê a atribuição de um prémio no valor de 5 mil euros.

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Desportivo tem por missão a implementação de projetos e ações em diversos domínios específicos das Ciências do Desporto, com vista a desenvolver a investigação científica, a formação contínua e a avaliação e controlo do treino relacionado com o alto rendimento desportivo e preparação olímpica.

O protocolo de cooperação foi assinado no final de junho, sendo o IHC e a FCSH/NOVA representados por Luís Farinha, Vice-Presidente da unidade de investigação da Faculdade.

O regulamento do prémio e mais informações estão disponíveis na página de internet do COP, em www.comiteolimpicoportugal.pt

Publicado em FCSH, Geral, Investigação, Universidade Nova de Lisboa

Challenging the Crisis

Maria Teresa Bento, licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais, e João Daniel da Silva Araújo, mestre em Gestão do Território – Planeamento e Ordenamento do Território, ambos da FCSH/NOVA, participaram no Challenging the Crisis – promovendo a Justiça Global e o envolvimento dos cidadãos num tempo de incerteza, que arrancou em Bruxelas, no dia 5 de Julho de 2014, tendo em vista a escolha de um tema comum para a campanha que será levada a cabo nos próximos dois anos, até Abril de 2016.

Este projeto de Educação para o Desenvolvimento é financiado pela União Europeia em parceria com várias Associações Nacionais, cujo principal objetivo é envolver ativamente jovens adultos, sensibilizando-os para a interdependência das desigualdades globais e locais.  O desafio foi lançado a cerca de 60 jovens provenientes de seis países europeus (Portugal, Espanha, Itália, Irlanda, Grécia e Eslovénia).

Durante 5 dias, o Fórum Europeu de Jovens Embaixadores da Justiça Global foi composto por diversas atividades que tinham como objetivos gerais a interacção entre os jovens e os respectivos coordenadores das ONG’s dos vários países intervenientes no projeto; escolha de um tópico a trabalhar nos próximos dois anos; realização da primeira apresentação pública da campanha com atores políticos e ONG’s à escala europeia.

O tema votado para a campanha dos próximos anos foi “Coesão através da Economia Social” (Cohesion throught Social Economy) que tem como finalidade a elaboração de uma campanha educativa e de sensibilização para a Economia Social e uma maior coesão territorial.

A campanha passará, igualmente, pela organização de seminários e webinars, a reunião com decisores políticos, nacionais e europeus, tendo em vista a promoção de alterações legislativas e incentivos às práticas de economia social, respeitando o modus operandi e o ethos destas empresas que promovem a inclusão social e constituem uma alternativa para a economia unicamente virada para o lucro.

Mais informações sobre este projeto em: https://www.facebook.com/challengingthecrisis

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Lançamento do volume 17 da Revista Povos e Culturas – “Portugal – Macau: um património”

O Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa (CEPCEP), organismo científico da Universidade Católica Portuguesa, lançou o volume 17 da revista Povos e Culturas, dedicado ao tema “Portugal – Macau: um património”, para assinalar, “os 500 anos da chegada dos Portugueses à China e, de um modo mais particular, lembrar alguns momentos ocorridos no território onde a presença portuguesa mais se fez sentir, ou seja, em Macau.” Desejou-se também “recordar aspectos do relacionamento de Portugal com a China e avaliar a dimensão do legado luso em Macau”.

Este número da revista está dividido em quatro partes, a primeira reunindo trabalhos sobre Macau e a presença de Portugal no Extremo Oriente, a segunda divulgando as comunicações apresentadas no doutoramento honoris causa de Roberto Carneiro na Universidade Aberta, em Junho de 2013, a seguinte compreendendo vários estudos produzidos no âmbito do CEPCEP e ainda inéditos, e a última reproduzindo um texto de Carlos Alberto Moniz e José Jorge Letria, que constitui o guião do CD “Macau, um sonho oriental”.

Os trabalhos sobre Macau são de José Eduardo Garcia Leandro, ex-Governador de Macau (“Macau e as grandes reformas que garantiram o futuro, 1974/1979”), Francisco Murteira Nabo, ex-Secretário-Adjunto para a Economia e Finanças do Governo de Macau (“Uma visão sobre a economia de Macau em 1990”), João de Deus Ramos, ex-membro do Governo de Macau e diplomata com larga experiência no âmbito das relações luso-chinesas (“Relações entre Portugal e a República Popular da China: um olhar retrospectivo”), Jorge A. H. Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau e ex-membro do Governo de Macau (“A preservação e valorização do legado luso em Macau”), Vasco Rocha Vieira, último Governador de Macau (“China, Portugal e a globalização competitiva”), António Vale, investigador académico (“A sociedade macaense no antigo regime”) e Rogério Miguel Puga, investigador auxiliar no CETAPS (Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies) e investigador colaborador no CHAM (CHAM - Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar), unidades de investigação da FCSH/NOVA (“Representações de paisagens histórico-etnográficas da Macau oitocentista no diário de Joseph Frye, 1853”).

De entre os inéditos do CEPCEP, figuram dois estudos sobre Goa, de Artur Teodoro Matos (“Os ‘arbítrios’ de Diogo Pinho Teixeira para a reforma do governo económico do Senado da Câmara de Goa em 1728”) e de João Teles e Cunha (“O insólito no quotidiano goês: Santa Mónica e o Milagre da Cruz, 1636”), ambos do Instituto de Estudos Orientais da Universidade Católica Portuguesa e do CHAM (CHAM - Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar), unidade  de investigação da FCSH/NOVA.

Esta edição, datada de Maio de 2014 e respeitante ao ano de 2013, teve o apoio da Fundação Jorge Álvares.

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FCSH/NOVA regressa ao Ribat da Arrifana

Rosa e Mário Varela Gomes, arqueólogos do Instituto de Arqueologia e Paleociências, regressam às escavações em Aljezur.

Está a decorrer uma escavação da necrópole do Ribat da Arrifana (Aljezur), dirigida por Rosa Varela GomesMário Varela Gomes, docentes do Departamento de História da FCSH/NOVA e arqueólogos do Instituto de Arqueologia e Paleociências (IAP) das Universidades NOVA de Lisboa e do Algarve. A atividade conta com a colaboração das antropólogas Nathalie Antunes Ferreira e Filipa Amado dos Santos, assim como de alunos do Mestrado e Licenciatura em Arqueologia da Faculdade.

Durante os trabalhos foram já descobertas novas sepulturas, onde quatro destas conservam restos osteológicos que permitem estudos bioantropológicos e de carácter ritual. A campanha, possível graças a um financiamento da Fondation Max van Berchem, de Genebra, vai decorrer até ao final do presente mês.

O ribāt da Arrifana foi classificado como Monumento Nacional pelo decreto nº 25/2013, sendo o primeiro do Município de Aljezur com tal categoria e um dos poucos que fazem parte do legado islâmico do atual território nacional.

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História do Povo na Revolução Portuguesa 1974-1975

O livro “História do Povo na Revolução Portugal 1974-75 ” de Raquel Varela, investigadora do IHC – Instituto de História Contemporânea, unidade de investigação da FCSH/NOVA, apresenta uma rigorosa investigação onde é apresentado um retrato fundamentado e estruturado da participação popular na revolução do 25 de Abril.

O povo pobre, analfabeto e pouco politizado que acorda para a revolução, para os seus direitos e para uma sociedade sem mais exploração do homem pelo homem; os artistas expressando a sua liberdade nos murais, no teatro, na escrita e nas canções; os que, tendo uma maior consciência política, partiram para o exílio e oposição ao regime e regressam para integrar a vida partidária; o papel da mulher na sociedade; a crescente consciência política da autodeterminação dos povos coloniais; etc. Este era o povo de Abril: o povo que já não tem medo.

O período revolucionário em curso, o PREC, que terminará com o contragolpe de 25 de Novembro de 1975. O controlo operário do processo produtivo, eliminando a exploração capitalista e criando lideranças e consciência de classe para abolir o sistema de relações capitalistas. A cogestão defendida pelo PCP, com vista a promover a revolução e assegurar a batalha da produção. O debate sobre o próprio significado da revolução, sem descurar a tese da revolução de generais de Rui Ramos, tudo parece ocupar neste livro um lugar de acordo com o seu peso histórico objetivo.

 

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Bolsas do Ministério da Educação e Ciência para combate ao abandono no Ensino Superior

Programa Retomar – Candidaturas de 21 de julho a 30 de setembro

O Programa Retomar é uma medida que se insere no Plano Nacional de Implementação de Uma Garantia Jovem (PNI-GJ), e que tem como objetivo fomentar o regresso à educação e formação, em contexto de ensino superior, de antigos estudantes que abandonaram o ciclo de estudos antes da sua conclusão.

Os destinatários deste programa são jovens até aos 30 anos (na data de conclusão efetiva do curso), desempregados não inscritos em qualquer modalidade de ensino ou formação (jovem Not in Education, Employment ou Training – NEET), que tenham anulado a sua inscrição em cursos de licenciatura/mestrado integrado/mestrado e que pretendam completar formações anteriormente iniciadas ou realizar uma formação diferente.

Todas as informações sobre a candidatura a este programa encontram-se disponíveis na página da Direção-Geral do Ensino Superior.

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Contemfesta 2014 – Colóquios do IELT

No âmbito da 4.ª edição do Contemfesta 2014 que se vai realizar de 24 a 26 de Julho, no Museu do Fado, o IELT – Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, unidade de investigação da FCSH/NOVA, tem dois colóquios integrados na programação do festival: “Arquivos Digitais de Literatura e Tradição Oral” e “Seeing Stories – Recovering Landscape Narrative in Urban and Rural Europe”.

O colóquio “Arquivos Digitais de Literatura e Tradição Oral” irá ter lugar no dia 24 de Julho, das 10h às 13h, no Museu do Fado.

Neste colóquio vai ser apresentado os arquivos digitais do IELT e Memória Imaterial CRL relacionados com o Património Cultural Imaterial, em particular com a tradição oral.

Vai contar com as intervenções de: Ana Paula Guimarães; Ana Paiva Morais: O Catálogo da Fábula na Literatura Portuguesa, docentes da FCSH/NOVA e investigadoras do IELT; Ana Isabel Queiroz: Atlas das Paisagens Literárias de Portugal Continental; Filomena Sousa: O MEMORIAMEDIA e-Museu do Património Cultural Imaterial e Rosário Rosa: O Adivinhário do Fundo Michel Giacometti, investigadoras do IELT.

 

O colóquio “Seeing Stories – Recovering Landscape Narrative in Urban and Rural Europe”, irá ter lugar no dia 24 de Julho, das 15h às 17h, no Museu do Fado.

Os responsáveis europeus pelo projecto Seeing Stories vão expor o trabalho e propostas que estão a desenvolver a partir da pesquisa e estudo das narrativas sobre as paisagens rural e urbana da Europa, narrativas que animam e dão sentido à relação do ser humano com o ambiente.

Este projecto europeu junta dimensões locais em diálogos internacionais, procurando implementar uma experiência partilhada de lugares, incrementando a compreensão mútua e promovendo a narrativa da paisagem no actual contexto cultural e económico.

Vai ter as intervenções de: Donald Smith, Annalisa Salis, Claudio Ascolli, Monica Fabbri, Regina Sommer e José Barbieri.

A participação nestes dois colóquios é gratuita mediante inscrição online em http://www.memoriamedia.net/index.php/inscricao

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Lançamento do Livro: “As Sombras de D. João II”

Jorge de Sousa Correia, antigo aluno da FCSH/NOVA, na licenciatura de História, acabou de publicar o livro: “As Sombras de D. João II” o seu segundo romance histórico depois da publicação em 2013 do livro “O Mistério do Infante Santo”.

“As Sombras de D. João II” é um romance sobre os meandros da teia politíca desse tempo, um livro sobre os bastidores de um reinado de ouro que, ainda assim, viveu momentos de grande crispação.

D. João II, o Príncipe Perfeito, ascendeu ao trono em 1481 e continuou a sua ação na direção dos Descobrimentos da expansão marítima portuguesa iniciada pelo tio-avô Infante D. Henrique. Esta ligação à gesta marítima ficaria marcada pela assinatura do Tratado de Tordesilhas, mas também por outros feitos reveladores da época de ouro de Portugal.

O rei era uma espécie de Apolo do final do século XV, mas a história da sua vida revela uma outra face. Consciente de que era odiado por uma parte da nobreza portuguesa, espiava noite e dia, tendo criado uma verdadeira “polícia política”. A História de Portugal fala de um rei generoso, as cronologias acertam nos acontecimentos, as intenções mostram-no intrépido, organizado, normativo. Mas no meio de tudo isto, há um homem de lágrima fácil e íntimo cruel, um verdadeiro manancial de sentimentos por decifrar.

 

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