Exposição fotográfica “Construindo um Olhar Português”

Simone Bilhalva inaugura, dia 21 de julho às 16h no primeiro piso do Edifício ID, a exposição “Construindo um Olhar Português –  Portugal e Brasil: intimidade cultural”, a primeira mostra fotográfica da Série Etnias. O objetivo da autora, de nacionalidade brasileira, é o de “inspirar o público para uma certa intimidade cultural” entre Portugal e o Brasil, “dois países profundamente interligados e irmãos”, através de imagens que “tocam as belezas, a vibração, a religiosidade, a tradição e a energia da cultura portuguesa pela perceção de uma fotografa brasileira”.

Simone Bilhalva é uma produtora de Rio Grande do Sul que percorre o mundo em busca de ligações culturais que transforma em imagem.

Informações adicionais no blogue de Simone Bilhalva

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Cidade e Etnografia: 20 anos de pesquisas sobre Lisboa

Na sequência do ciclo “Cidade e Etnografia: 20 anos de pesquisas sobre Lisboa”, promovido pelo CRIA e pelo Departamento de Antropologia da FCSH/NOVA, José Mapril realizou três questões a alguns participantes que aqui deixamos publicadas.

As respostas são de Maria Assunção Gato (DINAMIA’CET-IUL), Rita Ávila Cachado (CIES-IUL), Ricardo Campos (CEMRI-Universidade Aberta) e Sandra Marques Pereira, (DINAMIA’CET-IUL).

  • Quais têm sido os seus principais interesses e contextos de pesquisa em Lisboa? Fale-nos um pouco do seu percurso de investigação e como se interessou por este contexto.

Maria Assunção Gato (DINAMIA’CET-IUL): Os meus principais contextos de pesquisa em Lisboa têm vindo a centrar-se sobre o consumo e processos de valorização do espaço urbano, tendo como foco privilegiado de análise as novas classes médias e respetivos modos de habitar. Este interesse pela cidade e pelas interações que se desenvolvem entre os indivíduos e o seu espaço já remonta aos tempos da licenciatura, concluída em 1994, com uma monografia intitulada “Pedreira dos Húngaros: representações de um espaço étnico”. Tratou-se de um estudo etnográfico desenvolvido no campo disciplinar da antropologia do espaço sobre o bairro da Pedreira dos Húngaros, um dos maiores bairros de barracas (agora designados de “construção informal”) existentes na grande Lisboa e que se situava no concelho de Oeiras. Uma vez que a maioria da população residente nesse bairro era constituída por imigrantes cabo-verdianos, o meu estudo explorava o confronto entre as referências espaciais e identitárias trazidas do país de origem com as adquiridas no país de acolhimento, tanto ao nível da utilização e vivência do espaço público como do espaço doméstico. Dado que, na altura, o processo de realojamento deste bairro estava a ser iniciado, um dos grandes objetivos do estudo era, precisamente, o de fornecer informação útil à entidade camarária para auxiliar esse processo, através da compreensão das lógicas de produção espacial e de relação social desta população, não descurando também as suas expectativas face a esse realojamento.

O interesse em aprofundar os meus conhecimentos sobre o espaço, sua produção e vivência por diferentes grupos sociais conduziu-me ao mestrado em Geografia e Planeamento Regional – Gestão do Território, que concluí em 1997 com uma tese intitulada “Expo’98, Uma Ocasião para Construir Cidade”. Substancialmente diferente do antecedente, este estudo centrava-se num projeto urbanístico que, na altura ainda estava em plano. Como tal, desenvolvi nele uma componente prospetiva de cenários relativos ao futuro da cidade de Lisboa e da sua zona oriental no pós-Expo’98.

Quando em 2004 decidi voltar à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas para fazer o doutoramento, opto novamente pela antropologia para contar com a orientação da professora Filomena Silvano, quer devido à sua ligação pioneira à antropologia do espaço em Portugal e mais tarde, às temáticas do consumo e cultura material, quer devido ao meu interesse em estudar o espaço urbano à luz dessas mesmas temáticas, através de um diálogo interdisciplinar. Escolho então o Parque das Nações para caso de estudo, uma vez que aquele novo pedaço de cidade que eu já conhecia bem em plano estava a ser construído a bom ritmo e iria permitir a confrontação real com uma série de problematizações que foram acompanhando a produção daquele território. Atualmente, o Parque das Nações continua a integrar os meus projetos de investigação sobre a cidade de Lisboa, mas já não em regime de exclusividade. Existem outros espaços predominantemente residenciais cujas características sociais, culturais, económicas e urbanísticas despertam igualmente o meu interesse.

Rita Ávila Cachado (CIES-IUL): A realização de etnografia na cidade veio por acaso e não por escolha. Quando terminei a licenciatura só queria fazer etnografia, não me interessava onde. Um estágio profissional encaminhou-me para o Bairro Quinta da Vitória, um bairro degradado de construção informal às portas da cidade, junto a uma urbanização que, juntamente com o bairro, me chamou a atenção – a Urbanização da Portela, com dezenas de grandes prédios listados a beije e branco, com um centro comercial onde as vidas das pessoas daquela freguesia afluíam. Não havia mais lojas, só habitação e um centro comercial. E a Quinta da Vitória, a destoar com a sua população provinda de quase todas as ex-colónias, mas com maioria de população Hindu-Gujarati, emigrada de Moçambique, com grande visibilidade urbana local por via dos seus rituais e indumentárias.

Ao trabalhar com os Hindus da Portela, com aquele contexto urbano complexo, as questões urbanas estavam sempre em cima da mesa. Por isso a minha forma de ler a cidade tem um olhar enviesado pelo lado oriental, perto do aeroporto, e está perto das questões de crescimento urbano, segregação espacial e a habitação em particular. As várias populações da cidade fazem parte também da forma como tento ler a cidade. Num estado pós-colonial como é o português, que iniciou mais tarde do que outros contextos europeus as reflexões sobre os efeitos da descolonização, a sua capital alberga um espaço ótimo para discutir migrações, transnacionalidade, pluralidade religiosa, questões urbanas em geral e da habitação em particular.

Ricardo Campos (CEMRI-Universidade Aberta): Desenvolvo pesquisa em Lisboa há mais de 15 anos, principalmente na área dos estudos juvenis. Participei em diversas equipas de investigação que desenvolveram projetos financiados pela FCT que se debruçaram sobre diversas culturas (e subculturas) juvenis, nomeadamente ligadas ao movimento okupa, ao movimento hip-hop ou à street art. Nos últimos anos, no decurso do meu projeto de doutoramento, debrucei-me sobre o graffiti urbano, investigando este território de produção cultural, os seus protagonistas, as suas práticas e representações. Este é um universo marcadamente urbano e global, na medida em que apesar de ter emergido num contexto citadino específico (Filadélfia e Nova Iorque) há mais de 4 décadas, depressa assumiu uma vocação planetária, tendo-se rapidamente disseminado por diversos continentes.

O meu interesse por este objeto de estudo deve-se basicamente a duas razões. Por um lado, pelo peso crescente que esta forma de comunicação foi assumindo na paisagem lisboeta, tornando-se algo característico da cultura visual urbana desta cidade. Por outro lado, há um lado obscuro, enigmático e incompreendido do graffiti que despertava a minha curiosidade e me impelia a procurar respostas para uma série de questões. A este interesse pessoal acresce o facto de este ser um objeto praticamente ignorado por parte da academia, pelo que um estudo sobre este contexto se tornava algo pertinente.

Sandra Marques Pereira (DINAMIA’CET-IUL): Os meus principais interesses de pesquisa têm sido: modos de habitar, arquitetura enquanto produto social, trajetórias residenciais, processos de recomposição e ocupação social relacionando-os com a evolução da morfologia dos espaços urbanos e metropolitanos.

Desde a licenciatura que o meu interesse se focou na habitação e na cidade de Lisboa. O facto de ter sempre vivido na cidade, de gostar muito da urbanidade, por um lado, e por outro, o contacto duradouro e muito frequente com pessoas da área de arquitetura, terão ajudado a cimentar o meu interesse sobre o “ambiente construído”, nomeadamente: a arquitetura residencial, explorando os seus aspetos essencialmente sociológicos, mais do que os autorais/artísticos.

  • Quais as principais ideias que retira das suas investigações?

Maria Assunção Gato: Uma das ideias que retiro das minhas investigações é a importância do fator Tempo para compreender o fator Espaço. Com isto quero dizer não só que a cidade é uma realidade orgânica e dinâmica, mas também que existem contextos temporais indissociáveis das leituras que, a cada momento, se vão fazendo da cidade. Como tal, é importante atender ao cruzamento das escalas temporais e das escalas espaciais para uma melhor compreensão dos processos espaciais. É de sublinhar também a importância de recorrer a uma perspetiva interdisciplinar para analisar a interação que os grupos sociais desenvolvem com os respetivos espaços e que demonstram bem como os diferentes espaços da cidade tanto funcionam como palcos de ação, como são eles próprios agentes atuantes junto dos grupos sociais que neles se estabelecem. No seguimento desta ideia as minhas investigações têm revelado um protagonismo crescente dos espaços urbanos em termos das categorizações e representações sociais de indivíduos e grupos, com repercussões quer ao nível das trajetórias e escolhas residenciais, quer ao nível das recomposições sociais em diferentes espaços da cidade de Lisboa.

Rita Ávila Cachado: Trabalhei sobretudo em torno dos debates sobre habitação social, uma vez que a pesquisa central para o doutoramento foi sobre um processo de realojamento, no âmbito da maior política de habitação depois do 25 de abril, o Programa Especial de Realojamento. Mas trabalhei com uma população específica, os Hindus-Gujarati em Lisboa. Nesse sentido, aproximei-me de uma realidade inesperada que cruzou habitação e transnacionalidade. Não era uma coisa nova; Susana Trovão já havia trabalhado estas temáticas, nem era uma coisa velha: os Hindus na Área Metropolitana de Lisboa têm sido o enfoque de vários estudos, donde se destaca, em termos de abordagem sobre a religião, tradição e género, o trabalho de Inês Lourenço.

Uma das ideias que retiro desse trabalho em torno da habitação social é que os Hindus da Portela baralharam o “esquema” aos técnicos dos serviços que acompanhavam o processo de realojamento e, nesse sentido, contribuíram para olhar de uma forma diferente para as políticas de habitação social. Explicando melhor, apesar das evidentes carências socioeconómicas da população em causa, as famílias hindus viajavam muito mais do que outras populações carenciadas, e faziam-no sobretudo para cumprir rituais nos outros pólos da diáspora, mas também para procurar emprego e averiguar as possibilidades de migrar de novo, desta feita para o Reino Unido. Esta situação complexifica o debate institucional de quem afinal tem direito ao realojamento. Dessa forma, estamos perante uma população que contribui para pôr em causa abordagens da pobreza que promovem a própria cultura da pobreza.

O direito à habitação não deve desconfiar do que fazem os utentes ao seu dinheiro. Ao mesmo tempo, uma política de realojamento com um recenseamento geral feito à pressa, não permite perceber a realidade interna dos bairros visados. As minhas pesquisas ensinaram-me que, se por um lado parecia estar a estudar um tema que chorava sobre o leite derramado (estava a estudar um bairro que ia abaixo; estava a chegar à conclusão que se deveriam ter feito estudos aprofundados nos bairros de barracas antes do realojamento), por outro lado percebi que olhar para uma temática como a habitação social é olhar para um conjunto de outras temáticas sociais e culturais. Não é por acaso que a habitação, como a saúde e a educação, promove tanta discussão.

Aprendi ainda que aprendi muito pouco, porque este tema não tem fim, e porque as cidades, se no passado remetiam para estudos fragmentados, passaram a implicar fractais, indo cada vez mais ao pormenor e ao mesmo tempo ter melhores noções do todo.

Ricardo Campos: A principal ideia que retiro das minhas investigações é a de que a cidade é um território onde a inventividade e criatividade são imensas, fruto de uma série de circunstâncias, das quais destacaria a multiplicidade de grupos e comunidades com características muitos distintas, com estilos de vida, consumos e práticas culturais variadas, habitando um mesmo espaço geográfico. Esta multiplicidade e “polifonia simbólica” gera situações de fusão e hibridismo cultural, de onde surgem propostas estéticas, simbólicas e culturais inovadoras. Isto é muito evidente ao nível da juventude e das suas práticas culturais. E o mais surpreendente (ou talvez não) é o facto de grande parte deste dinamismo e inventividade serem provenientes dos lugares (sociais e territoriais) mais inesperados. A “periferia” (territorial e simbólica) é, deste ponto de vista, emblemática. É, por vezes, nos subúrbios de Lisboa, em comunidades muitos jovens, vivendo por vezes em condições de vida difíceis, que encontramos os casos mais curiosos de empreendedorismo cultural, de fusão e criatividade estética, ao nível da música, da dança, das artes visuais, etc. É fora dos lugares sagrados da cultura e da arte que novos territórios estéticos são experimentados. É o caso, por exemplo do graffiti e da arte urbana que, cada vez mais, são reconhecidos pelo mundo da arte e pelos poderes públicos como movimentos estéticos inovadores que transformam a forma como concebemos e desfrutamos  das obras artísticas.

Sandra Marques Pereira:

  1. Que não é possível entender a realidade sem nos colocarmos na cabeça dos outros, o que varia com o contexto social, geracional, histórico, etc.
  2. Que a Sociologia Urbana deveria investir mais na análise do espaço e não “apenas” na análise dos processos sociais que ocorrem no espaço.

  • E o que é que essas ideias nos dizem acerca da multiplicidade de discursos e perspetivas sobre este contexto e sobre o direito à cidade?

Maria Assunção Gato: Entendo que a multiplicidade de discursos e perspetivas sobre as cidades em geral e, sobre Lisboa em particular, não só é útil e desejável, como decorre naturalmente do facto das cidades serem realidades dinâmicas, complexas e que refletem a sociedade em todos os domínios. Como tal, não é de estranhar que uma sociedade capitalista, crescentemente liberal e desigual esteja a produzir uma cidade cada vez mais fragmentada, mercadorizável e categorizada, com repercussões notórias em termos daquilo que será o direito a uma cidade cada vez menos democrática, inclusiva e acessível a todos. Não será bem este o tipo de cidade que desejamos, mas não deixa de ser esta a sociedade de que temos sido cúmplices.

Rita Ávila Cachado: No caso de um estudo sobre um processo de realojamento, estamos em cima da questão do direito à cidade. Porque o direito à habitação é direito à cidade. Não há cidade sem habitação. E a habitação social permite-nos ler melhor como é chegar à cidade. Literal e metaforicamente. É que os realojamentos feitos no âmbito do Programa Especial de Realojamento foram, regra geral (sobretudo os dos municípios vizinhos a Lisboa), realojamentos feitos mais longe dos centros urbanos do que os bairros degradados onde as pessoas viviam.

Nos bairros degradados onde as pessoas viviam, estavam perto dos seus empregos, tinham melhores ligações de transportes urbanos. E porquê? Porque as suas casas foram construídas nos anos 1960, 1970 e 1980 em zonas de certa forma limítrofes à capital, mas perto o suficiente dos centros urbanos – a maior parte dos bairros foi construída em cima da linha da Estrada Militar. Essa linha e para lá dela viu crescer urbanizações que encheram os concelhos vizinhos de Lisboa. E os bairros degradados ficaram mais visíveis e mais perto da cidade-centro. Isto constituiu um problema que já não podia ser negado no início dos anos 1990 e por isso (entre outras razões políticas) promoveu-se o PER. Para “acabar com as barracas” e para, na verdade, libertar terrenos para o mercado imobiliário que entretanto se tinham valorizado muito.

Foi assim que as suas populações foram realojadas nos terrenos camarários disponíveis, normalmente mais longe dos centros urbanos, guetizando, se quisermos, milhares de pessoas. O problema social permanece, e o problema habitacional também, porque a habitação social é feita com os materiais mais acessíveis. Melhorou a infraestrutura de esgotos e o acesso por carro. A segregação acentuou-se: há menos transportes públicos, as pessoas estão mais longe dos centros e das antigas sociabilidades. O direito à cidade foi alienado para muita gente.

Ricardo Campos: Quer nos casos das vertentes musicais e performativas do hip-hop, quer no caso do graffiti e da street art, que conheço bem, o que encontramos são formas criativas de apropriação da cidade e dos seus diferentes lugares. Seja através dos b-boys que procuram locais apropriados à execução dos movimentos de dança, convertendo certos lugares em espaços de encontro coletivo ritualizado, seja através dos graffiti writers, que exploram o potencial da cidade e do seu edificado para comunicarem através de tags, throw-ups ou masterpieces. No caso destes últimos a cidade ganha novos contornos e sentidos, através de uma reconfiguração dos seus objectos. Sinais de trânsito, carruagens de metro, paredes, etc. convertem-se em telas coloridas. A ilegalidade do acto não impede que muitos jovens se dediquem a este jogo arriscado, desta forma afirmando o seu direito à cidade, criando lugares com sentido coletivo. A nossa cidade é polifónica, para utilizar a expressão de Massimo Canevacci. Dessa polifonia fazem parte um conjunto de expressões que se situam de forma desigual perante as convenções e a normatividade dominante. Essa essa multiplicidade que torna a cidade um território tão desafiante e rico do ponto de vista cultural e estético.

Sandra Marques Pereira: Que a cidade desejada não é una, mas múltiplas. Do mesmo modo que há um dever geral de reforçar a democracia, o mesmo se passa com o conceito de direito à cidade. Em todo o caso, julgo que nesta matéria há muito que fazer, não apenas por parte dos poderes públicos, mas também das “bases”: não vejo grande empenhamento por parte da generalidade dos cidadãos em participar na vida da cidade. Mas julgo que o incremento dos níveis de educação da população em geral é o maior contributo para que o direito à cidade seja “consciencializado e praticado”.

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Apresentação pública de trabalhos – Planeamento de Marketing

O trabalho vencedor pertence ao grupo dos alunos Ana Antunes, Carina Carvalho, Gaspar Santos, João Churro e Nelson Boa Morte,

Decorreu no final de Maio a terceira edição de apresentação pública de trabalhos realizados pelos alunos do 2º e 3º anos da área de Ciências da Comunicação dedicados à temática Planeamento de Marketing.

Os trabalhos consistiram na elaboração de um plano de marketing para a empresa Uma Casa Portuguesa, cuja Presidente participou na sua avaliação, assim como a docente da unidade curricular de Marketing, Ana Margarida Barreto.

O trabalho vencedor pertence ao grupo dos alunos Ana Antunes, Carina Carvalho, Gaspar Santos, João Churro e Nelson Boa Morte, que a partir de Setembro de 2015 poderão pôr em prática as suas propostas através da elaboração de um estágio.

Enquadrado na unidade curricular de Marketing, este evento nasce da vontade de contribuir para o reforço da transferência de conhecimento científico das universidades para as pequenas e médias empresas, cujo papel na economia portuguesa é indiscutível, e proporcionar aos alunos uma oportunidade ímpar de pôr em prática um conjunto de ações inovadoras.

Uma Casa Portuguesa tem como missão alugar casas para turismo (casas de campo e alojamento local), garantindo momentos memoráveis durante e após a estadia, oferecendo serviços personalizados. Ficar n’Uma Casa Portuguesa é viver uma experiência única. Cada casa tem traços contemporâneos de arquitetura marcados pelas tradições locais e são feitas com produtos que espelham o Portugal atual, reflexo das raízes do passado. Uma Casa Portuguesa visa ainda a promoção, divulgação e dinamização da produção, do talento e da cultura portuguesa contando já com o apoio de mais de 100 marcas portuguesas, de micro a grandes empresas, do norte ao sul do país.

Entrevista com os alunos:

1. O que foi para vocês participar neste trabalho?

Foi uma experiência positiva para todos os membros, já que conseguimos pôr em prática tudo aquilo que nos foi ensinado. Deu-nos uma experiência muito real do que é trabalhar em marketing e permitiu-nos exercitar a nossa criatividade e capacidade de organização, ao criar estratégias e planos de ação.

Termos ganho esta competição dá-nos motivação extra porque vamos ter a oportunidade de ver o que planeámos ter efeito na vida real.

2. Quais os pontos mais positivos?

A dinâmica de grupo foi certamente um dos melhores pontos na elaboração deste plano de marketing. Todos os membros tiveram boa sinergia uns com os outros, o que resultou num bom resultado final.

Houve sempre abertura por parte da docente, que nos ajudou em dúvidas cruciais na elaboração do plano final, e para nós acaba por ser um ponto muito importante. A representante da “Uma Casa Portuguesa” também foi muito prestável ao ajudar o grupo com quaisquer dúvidas que tenham surgido.

3. Recomendariam esta disciplina aos colegas?

Todos os membros do grupo recomendam vivamente a cadeira de Marketing a quaisquer alunos que estejam interessados em comunicação estratégica. Não só ganhamos boas bases teóricas mas também práticas ao aplicá-las nos diversos exercícios proporcionados ao longo da unidade curricular. Sem dúvida a cadeira basilar da vertente de Comunicação Estratégica.

 

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#NOVAOnTour: O fim de uma primeira volta

Durante estes últimos seis meses, os NOVA Embaixadores percorreram muitos quilómetros, viajaram por várias escolas secundárias do país, contactaram com uma grande diversidade de pessoas. Tudo para obter um objetivo final: transmitir uma mensagem otimista a tantos alunos ainda inseguros sobre o seu futuro.

A história da #NOVAOnTour conta-se nos vários locais visitados, nas várias pessoas que ouvimos e com quem falámos, no interesse partilhado em ajudar os alunos das escolas secundárias e, claro, promover a nossa faculdade.

Dizem que os anos na Universidade são os melhores anos da nossa vida. E, para quem está prestes a tomar a decisão para a sua entrada na Universidade, é de elevada importância saber todas as opções possíveis e tirar todas as dúvidas. Iniciou-se esta iniciativa, em janeiro, na Escola Secundária de Camões em Lisboa, porém não andámos só em Lisboa. Percorremos quase 100 escolas secundárias e contámos com milhares e milhares de estudantes, também nos distritos de Coimbra, Leiria, Santarém, Setúbal e Funchal, estando os NOVA Embaixadores até na Futurália. Em 78 destas escolas com a ajuda da Inspiring Future.

Para além desta Tour por várias escolas secundárias, estivemos todos presentes, também, no dia aberto da própria faculdade, o NOVA Day&Night. As 14 licenciaturas foram, desta maneira, representadas pelos embaixadores havendo, novamente, um contacto direto com as pessoas interessadas nos vários cursos. Contudo, não nos cabe só o esclarecimento sobre os cursos como também partilhar mais informação sobre a faculdade e sobre a típica vida académica.

É com muito orgulho que posso afirmar ter feito parte desta equipa fantástica. Os NOVA Embaixadores conseguiram, devido a este projeto, alargar o conhecimento sobre todas as 14 licenciaturas – para além do curso de cada embaixador – podendo, assim, receber mais facilmente os possíveis novos alunos da FCSH e criar uma união entre todos os cursos.

Espero sinceramente que todos os alunos, mesmo no início ainda envergonhados para falarem e tirarem as suas dúvidas, se tenham sentido à vontade connosco para se esclarecerem em relação ao ensino superior e ao seu futuro universitário. Quem sabe, entre todos estes Novos Alunos da FCSH, estejam também muitos dos NOVA Embaixadores no próximo ano letivo!

Bo Weterings, aluna do 1.º Ano de Ciência Política e Relações Internacionais

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Casa do Pessoal da FCSH/NOVA concretiza doação ao IPO

Na sequência da participação da FCSH/NOVA na 38.ª Corrida e Caminhada da Liberdade, a Casa do Pessoal da Faculdade doou 50 euros em material de pintura e desenho ao Instituto Português de Oncologia (IPO). A entrega dos bens foi realizada pessoalmente por alguns participantes, em maio, no Hospital Pediátrico da instituição.A Papelaria Fernandes também mostrou a sua solidariedade perante a iniciativa, realizando um desconto nos artigos adquiridos.

 

 

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Leituras Cruzadas no Goethe Institut com Nuno Crespo

Na quarta-feira, 20 de maio, pelas 19h, na Biblioteca do Goethe-Institut em Lisboa, Nuno Crespo irá abordar a transformação do olhar de Rilke, numa conversa moderada por Filipa Melo.

Nuno Crespo é licenciado e doutorando em Filosofia pela FCSH/NOVA, e é investigador do IHA – Instituto de História da Arte, unidade de investigação da Faculdade, onde coordena um grupo de investigação sobre arte, crítica e política. A sua atividade de investigação tem sido dedicada, principalmente, ao cruzamento entre arte, arquitectura e filosofia e a autores como Kant, Wittgenstein, Walter Benjamin, Peter Zumthor e Adolf Loos. Trabalha como curador independente e é crítico de arte no jornal Público.

Com a série Leituras Cruzadas – conversas literárias na biblioteca, o Goethe-Institut dá a palavra a convidados portugueses, que falam sobre as obras dos autores alemães desde clássicos aos contemporâneos, da prosa a poesia alemães que os marcaram, as leituras cruzadas apresentam conversas interessantes sobre os temas mais atuais e os autores mais importantes da literatura alemã.

Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais intensos de língua alemã, que alargou o campo da poesia para lá da imagem e da sintaxe. Fundiu nele a filosofia e sublinhou a relação do poeta com a exterioridade de a visão como operador poético por excelência.

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#NOVADayNight: A estória de um dia com história

Queremos que percebas num dia o que a faculdade te tem para oferecer num ano”. Foi a frase que mais usei enquanto NOVA Embaixador para caracterizar o nosso dia aberto.

Partimos para este NOVA Day&Night com um objetivo claro: dar uma primeira experiência de faculdade e com isso ajudar os futuros alunos a perceberem melhor o que realmente querem e a saírem desta visita à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da NOVA mais esclarecidos e confiantes na escolha que iam fazer.

Lembro-me bem quando estava na posição das centenas de alunos que apareceram dia 30 na FCSH, completamente inseguro sobre o que fazer sobre o meu futuro e aterrorizado em fazer uma má escolha e escolher mal o curso para o qual me ia candidatar. Consegui ver isso nas caras deles no início da tarde, mal entraram pelos portões da faculdade e se depararam com uma faculdade completamente mobilizada para os receber.

“Este dia foi pensado para mostrar os pontos mais importantes da vida universitária”

Este dia foi pensado e preparado para conseguir focar e mostrar os pontos mais importantes da vida universitária na NOVA e, particularmente, na FCSH. Começando obviamente pela oferta letiva, com as normais apresentações das licenciaturas feitas por professores da casa seguidas de esclarecimentos de dúvidas e um convívio com atuais alunos de modo a poderem ter uma opinião mais pessoal vindo de quem realmente está a tirar o curso e que também já passou pelo processo de escolha.

Estando as dúvidas sobre os cursos e sobre a faculdade já tiradas, e como a faculdade não é apenas as aulas e o estudo, faltava mostrar a vida académica, que tanto caracteriza, também, esta faculdade. Para isso estava preparado um churrasco seguido de concertos que claramente mostraram como se festeja na FCSH/NOVA.

Depois de termos visitado tantas escolas e de termos falado com tantos alunos, espero que aqueles que vieram ao dia aberto tenham saído da faculdade mais elucidados e preparados para fazer a escolha mais acertada, que se tenham divertido, e acima de tudo que tenham gostado de todo o espírito académico que se vive na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, uma faculdade de primeira opção.

João Costa Cardoso, aluno do 1.º Ano de Ciência Política e Relações Internacionais

 

 

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NOVA Day&Night: O melhor Dia Aberto de sempre!

Quem a vê ao longe, nas suas paredes de vidro, vazia e luminosa, e não conhece a FCSH/NOVA, pode ter pouca noção daquilo que ela é. Quem a observa de fora, tão magistral e imponente, na sua icónica Torre B, está longe de pensar que, reside aqui, com este aspeto monumental, uma Faculdade cheia de alma.

Alma feita da energia dos milhares de estudantes que a vivem como a uma casa, que encontram aqui amigos que são a sua nova família. Construída pelo esforço das centenas de colaboradores docentes e não-docentes, que com o seu trabalho dão vida às palavras e projetos, força à transmissão de saberes e à partilha de conhecimento. Uma faculdade que parece um ser animado, movimentado também pelos desejos de cada um dos candidatos, dos futuros alunos, de todos os que aprendem a admirá-la mesmo antes de a conhecerem.

Abrimos portas, de par em par, para que este espírito se espalhe. No dia 30 de abril temos o NOVA Day&Night, um dia que vale por um ano inteiro.

14 cursos reunidos para mostrar o que são. Núcleos culturais e equipas desportivas, artistas e atletas, juntos para fazer ver que somos os campeões das atividades extracurriculares. Um churrasco, numa esplanada que é como se fosse a sala de estar de uma grande casa e concertos em que fazemos aquilo que em 36 anos mais nos distinguiu: Dar palco ao talento, aos novos saberes e à irreverência natural de quem pensa em liberdade.

O convite está feito. Inscreve-te aqui.

Pedro Miguel Coelho, antigo aluno da FCSH/NOVA e atual responsável pelo programa #NOVAOnTour.
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Telma Silva vence 38.ª Corrida e Caminhada da Liberdade

Telma Silva, Técnica Superior do Gabinete de Planeamento da FCSH/NOVA, foi a vencedora da 38.ª Corrida e Caminhada da Liberdade na distância de 5 km, que teve lugar no dia 25 de abril, em Lisboa. A atleta da Faculdade fez parte de uma equipa mais ampla, integrada também por Marco Lopes, Nuno Rosa, Ana Querido e Cristina Oliveira, todos funcionários da Faculdade, e Rui Pedro Julião, docente do Departamento de Geografia e Planeamento Regional. A participação também teve como objetivo fundar a equipa de atletismo da FCSH/NOVA.

O evento, que integrou as comemorações do 25 de Abril, contou com a colaboração da Casa do Pessoal da FCSH/NOVA, que doou 1 euro por quilómetro percorrido a uma instituição de solidariedade social, totalizando 35 euros.

A corrida contou também com a possibilidade de realizar um percurso com 11 km e uma caminhada de 2,5 km, encontrando-se a meta instalada na Praça dos Restauradores.

Informações adicionais sobre a corrida

Veja o vídeo da entrega do prémio

A equipa da FCSH/NOVA


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Antigo aluno desenvolve empresa de informação geográfica com recurso a drones

João Marques, licenciado em Geografia e Planeamento Regional e Mestre em Gestão do Território pela FCSH/NOVA, é o responsável pela Geodrone, uma empresa inovadora de informação geográfica com recurso a drones. O antigo aluno, que há seis meses filma, fotografa território e elabora modelos de três dimensões, percebeu que “poderia ser interessante criar informação geográfica com recurso a drones, algo que até então, em Portugal, era pouco explorado”, declarou ao “Público”. O potencial é grande e a margem para o progresso em Portugal é “enorme”, considera o empreendedor que, por isso, lançou a sua empresa em setembro de 2014.

Seja para estudos “muito localizados”, como inundações rápidas, deslizamentos de terreno, extração de inertes, depósito de resíduos sólidos, levantamentos topográficos para áreas de expansão urbana, agricultura de precisão, erosão de solos, modelação de áreas urbanas, a informação geográfica obtida através destas aeronaves não tripuladas pode ser “insubstituível” a “quatro níveis: muito alta resolução, muito baixo custo de aquisição, comparativamente a outra tecnologia, rapidez de obtenção de dados e de processamento dos mesmos e, finalmente, possibilidade de cobertura com frequência temporal muitíssimo alta”, enumera João Marques.

A Geodrone fez levantamentos para a Universidade NOVA de Lisboa e está a desenvolver um projeto de modelação 3D de elementos urbanos para incluir em plataformas móveis de valorização do património.

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