Comemorações do 50º Aniversário do Dia de África

No dia 25 de Maio comemora-se o Dia de África, neste sentido o  Núcleo  de  Estudantes  Africanos  da  Faculdade  de Ciências  Sociais  e  Humanas  da Universidade  NOVA  de  Lisboa (NEA-FCSH) vai realizar várias actividades no âmbito da cultura africana  alusivas às comemorações  do  50º Aniversário  do  dia  de  África.

Nomeadamente, vai existir um exposição de artesanato africano (átrio da Torre B) de 27 a 31 de Maio, literatura, música, dança e gastronomia. Assim como, a realização de uma conferência no dia 30 de Maio (Auditório 1, Torre B).

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Investigador da FCSH galardoado com o Prémio Pessoa

Richard Zenith, investigador no Instituto de Estudos sobre o Modernismo (IEMo), será hoje a primeira personalidade estrangeira a receber o Prémio Pessoa.

Investigador da FCSH galardoado com o Prémio Pessoa

A distinção é entregue hoje às 19h00 na Culturgest, em Lisboa, mas foi anunciada no mês de Dezembro. Incide no trabalho desenvolvido pelo laureado sobre a literatura portuguesa e o universo de Fernando Pessoa.

O presidente do Júri, Francisco Pinto Balsemão, explicou que Zenith se tornou “cidadão de Portugal por dedicação e louvor a uma obra, a de Fernando Pessoa, uma literatura, a nossa, e uma língua, a portuguesa”.

O tradutor vive em Lisboa desde 1987, depois de ter passado por países como Colômbia, Brasil ou França. Segundo o site do Instituto de Estudos sobre o Modernismo (IEMo), unidade de investigação da FCSH/NOVA, onde é investigador, tem ainda trabalhado em regime de freelancer como escritor, tradutor e crítico.

Foi responsável pela publicação de algumas obras inéditas de Fernando Pessoa, alcançadas através da investigação do espólio do poeta. As edições de ‘A Educação do Estóico’ e ‘O Livro do Desassossego’ são os mais simbólicos exemplares deste trabalho de recolha, mas também foram publicadas cartas, prosa e poesia inglesa.

Richard Zenith é ainda um embaixador da literatura portuguesa no mundo, sendo responsável pela tradução da obra de nomes tão diversos como Luís Vaz de Camões, Sophia de Mello Breyner Andresen, José Luís Peixoto e António Lobo Antunes.

O Prémio Pessoa, no valor de 60 mil euros, foi criado pelo semanário Expresso e é anualmente concedido a uma personalidade que tenha sido “protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país”.

O júri responsável pela entrega do prémio era constituído por Francisco Pinto de Balsemão, que o presidia, Faria de Oliveira, Clara Ferreira Alves, António Barreto, Diogo Lucena, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, Rui Baião, Rui Vieira Nery e Viriato Soromenho Marques.

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Nuno Vassallo e Silva recebe Prémio José de Figueiredo 2013

Membro integrado do Instituto de Arqueologia e Paleociências, unidade de investigação da FCSH/NOVA, arrecadou galardão para os melhores livros sobre arte e património.

Nuno Vassallo e Silva recebe Prémio José de Figueiredo 2013

O prémio foi atribuído pela Academia Nacional de Belas Artes no final do mês passado à obra ‘Ourivesaria Portuguesa de Aparato: séculos XV e XVI’, um livro que procura divulgar esta importante vertente do património artístico português, muito conhecida internacionalmente mas ainda de pouca notoriedade no nosso país.

A presente investigação inclui as mais importantes peças existentes em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente as constantes em museus nacionais, como o Museu Nacional de Arte Antiga ou o Palácio Nacional da Ajuda e ainda as incluídas em diversas colecções privadas portuguesas e museus estrangeiros.

Este tipo de arte é constituída por obras em prata, na sua quase totalidade salvas, decoradas com os mais variados motivos, desde a História Clássica ao Antigo Testamento, mas também com especial incidência no imaginário fantástico medieval, sendo testemunhas únicas da cultura portuguesa na época dos Descobrimentos.

Veja aqui a breve entrevista concedida pelo premiado:

O que é que representa este prémio para a prossecução do seu trabalho de investigação?

Sem dúvida que o prémio Dr. José de Figueiredo é atribuído especificamente ao meu último livro. Contudo, não posso deixar de o entender como o reconhecimento do meu trabalho, que desenvolvo faz mais de 25 anos, em prol do estudo da arte dos ourives portugueses, acompanhando a minha carreira profissional nos museus, que se desenvolveu antes de vir para a direcção do Museu Calouste Gulbenkian, do Museu Nacional de Arte Antiga ao Museu de São Roque.

Não deixo de registar com agrado que tendo sido redigido a partir de uma investigação original, procurei que a obra fosse o mais acessível possível a um público não especializado. A originalidade do trabalho não terá passado despercebida aos membros do júri.

Julga que este tipo de distinção pode ajudar a um maior conhecimento da Ourivesaria Portuguesa de Aparato por parte do público em geral?

O reconhecimento da Academia Nacional de Belas-Artes irá servir de incentivo ao público interessado por uma área do nosso património menos explorada. Não podemos também ignorar o período em que nos encontramos. Um pouco como escrevi na introdução do livro, “Numa época onde a defesa da nossa identidade como nação surge como uma prioridade, e por vezes esquecida, esta obra procura convidar o leitor a conhecer melhor e a usufruir de uma das nossas manifestações artísticas mais fascinantes. Numa época onde o momento imediato assumiu proporções ameaçadoras dirijamos o nosso olhar para obras cuja fruição intemporal é uma fonte de renovado prazer e espaço de serenidade.”

O nosso património é sem dúvida uma “área” de serenidade e reflexão, para não dizer de resistência face ao bombardeio constante de notícias, sempre mais terríveis, sobre a situação económica e social do país.

Segundo me informou o editor, Scribe, um livro premiado é sempre um livro mais vendido. Isso também é importante para continuarem a produzir mais obras.

 

 

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12.ª Conferência Internacional sobre História Urbana

A Associação Europeia de História Urbana (EAUH – European Association for Urban History), criada em 1989 com o apoio da União Europeia (UE), tem como objectivo dinamizar a investigação interdisciplinar em torno da cidade.

A cada dois anos, a EAUH organiza uma conferência internacional, cuja afluência média ronda os 600 participantes, na qual docentes e investigadores universitários europeus e não europeus discutem novas perspectivas de estudo nesta área, desenvolvem e estimulam investigação comparada e iniciam projectos de colaboração e de publicação conjunta.

Em Setembro 2012, Amélia Andrade, docente do Departamento de História da FCSH/NOVA e Directora do Instituto de Estudos Medievais (IEM), unidade de investigação da Faculdade, foi eleita presidente desta associação europeia e assumiu a organização da 12.ª Conferência Internacional sobre História Urbana, intitulada “Cities in Europe – Cities in the World”, que terá lugar entre os dias 3 a 6 de Setembro de 2014, em Lisboa, no campus da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (FCSH/NOVA).

Nos passados dias 12 e 13 de Abril, teve lugar na FCSH/NOVA uma reunião do Comité Internacional da EAUH, que teve como objectivo seleccionar as sessões que irão integrar o programa da 12.ª Conferência Internacional, de entre as 124 propostas submetidas ao Call for Sessions, lançado a 1 de Dezembro de 2012.

De 15 de Maio a 15 de Outubro de 2013 decorrerá o Call for Papers.

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Mestrado em e-learning – História do Império Português

Mestrado em e-learning - História do Império Português

O Mestrado em História do Império Português destina-se a estudantes e profissionais de áreas científicas que desejem aprofundar o seu conhecimento sobre a presença portuguesa no mundo e percepcionar os seus impactos no presente. Destinado a um público vasto e geograficamente heterogéneo, o recurso às metodologias da Global History vão permitir a criação de um quadro teórico e metodológico adequado à compreensão da Expansão Portuguesa e à sua comparação com a realidade de outras potências imperiais europeias, designadamente Espanha, Inglaterra, França e Holanda.

A componente científica da formação é suportada pelo Centro de História de Além-Mar, (CHAM) unidade de investigação da FCSH dotada de uma substancial massa crítica na área da Expansão Portuguesa e Europeia e com uma importante internacionalização no campo das Humanidades e Ciências Sociais. A correspondência entre as várias linhas de investigação do CHAM e as unidades curriculares temáticas deste mestrado permitirá uma sólida articulação entre investigação e ensino.

 

Objectivos gerais

- Conferir treino científico e académico na área da Expansão Portuguesa;

- Aprofundar a formação científica e académica no quadro comparativo da história dos impérios coloniais;

- Aplicar uma metodologia transdisciplinar no quadro inovador da Global History;

- Desenvolver as capacidades de investigação para estudos aprofundados nesta área de especialização;

- Promover a internacionalização das actividades científicas e académicas no quadro de redes de investigação do espaço Europeu, comunidade de países de língua oficial portuguesa e outras regiões, em particular as que tiveram um contacto intenso com a Expansão Portuguesa, ou que actualmente possuem importantes comunidades imigrantes de língua portuguesa.

- Redigir textos científicos no âmbito da Expansão Portuguesa no quadro teórico da Global History.

O método pedagógico proposto para o mestrado em Mestrado em História do Império Português tem como especificidade a componente do ensino à distância, denominada e-learning assíncrono, assente nos seguintes procedimentos metodológicos:

  • Aulas virtuais em que cada professor deverá expor os conteúdos, apontar problemáticas e indicar leituras obrigatórias e complementares. Para cada unidade curricular estão disponíveis 5 vídeos de conteúdos, cada um com uma duração aproximada de 40 minutos. Adicionalmente, existirá um vídeo introdutório e outro destinado aos trabalhos finais de cada unidade curricular.
  • Online Discussion Groups (fóruns) de forma a possibilitar a completa interacção entre professores e discentes, a partir de leituras e análises orientadas de textos. Os professores deverão formular proposições e questões para que os discentes construam argumentações. Tais argumentações, por seu turno, deverão permanecer online de modo a permitir a intervenção dos colegas e/ou dos professores.

A 1.ª fase das inscrições decorre até 19 de Julho.

O Mestrado em História do Império Português tem início a 23 de Setembro de 2013.

Informações adicionais em História do Império Português – Mestrado em e-learning

 

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Exposição ‘Nas Rotas do Mundo. A Faiança Portuguesa (séculos XVI-XVIII)’

Exposição ‘Nas Rotas do Mundo. A Faiança Portuguesa (séculos XVI-XVIII)’

IAP – Instituto de Arqueologia e Paleociências, unidade de investigação da FCSH/NOVA, inaugura a 22 de Maio, pelas 10h30, no Museu Nacional de Arte Antiga, a exposição ‘Nas rotas do mundo: A Faiança Portuguesa (séculos XVI-XVIII)’

Esta mostra, que vai durar até ao dia 1 de Setembro, tem entrada gratuita e está inserida no âmbito do Congresso Internacional de Faiança Portuguesa, organizado em parceria pelo IAP e pelo MNAA.

A Faiança Portuguesa é uma das mais reconhecidas e significativas produções cerâmicas. Nos últimos anos recolhida em vários contextos arqueológicos mundiais, tem provada importância económica, social e cultural na história portuguesa.

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Dia da Turquia na FCSH

Por iniciativa da Associação Luso Turca e com o apoio da FCSH, decorre hoje, no átrio da Torre B da Faculdade, um dia dedicado à Turquia.

O evento conta com uma série de iniciativas que se desenrolam ao logo da manhã e tarde, nomeadamente exibições de arte Ebru (pintura sobre a água), concerto de violino, mostra de arte turca e demonstração de dança Zeybek (das 13h às 15h).

Ao longo do evento serão servidos chá e bolinhos tradicionais turcos.

Veja o álbum do evento.

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FCSH na 83.ª Feira do Livro de Lisboa

De 23 de Maio a 10 de Junho, no Parque Eduardo VII. Visite-nos!

FCSH na 83.ª Feira do Livro de Lisboa

A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) vai estar de novo presente na 83.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, que tem lugar de 23 de Maio a 10 de Junho no Parque Eduardo VII.

A FCSH integra este evento com um leque de publicações de 11 Unidades de Investigação e da própria Faculdade. Encontramo-nos no Stand C25, na zona das universidades.

Não deixe de nos visitar de segunda a sexta, das 12h30 às 23h00, domingos e feriados das 11h00 às 23h00 e sábados das 11h00 à meia-noite.

Para saber mais sobre as actividades da 83.ª Feira do Livro de Lisboa veja o sítio http://feiradolivrodelisboa.pt/

Veja as fotos da FCSH na edição de 2012

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Conceição Lino é uma “mulher todo-o-terreno”

Conceição Lino, ex-aluna da FCSH/NOVA, foi alvo de um perfil da revista Notícias TV. A apresentadora de televisão, que se licenciou em Ciências da Comunicação, foi descrita como uma pessoa exigente e com capacidade de trabalho. Leia aqui a reportagem.

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Nuno Júdice vence Prémio Rainha Sofia

O professor e investigador da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (FCSH/NOVA), Nuno Júdice, venceu esta quinta-feira o 22.º Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana.

Nuno Júdice vence Prémio Rainha Sofia

Este é um galardão no valor de 42.100 euros, atribuído pelo Património Nacional espanhol e pela Universidade de Salamanca. Nuno Júdice é o segundo português a receber esta distinção, pelo conjunto da sua obra poética e contributo da mesma para o património cultural da comunidade ibero-americana.

O júri, constituído por 18 personalidades ligadas às áreas da filologia, literatura e ensaio literário, considera-o galardoado como autor «de uma poesia muito elaborada, de um classicismo depurado» e com grande compromisso com a realidade.

Nuno Júdice está publicado em mais de uma dezena de línguas e é autor de 30 livros de poesia, além de uma vasta experiência em ficção, ensaios e texto dramático. É docente no departamento de Línguas, Culturas e Literaturas Modernas da FCSH/NOVA, bem como coordenador do doutoramento em Línguas, Literaturas e Culturas. Este renomado autor nacional mantém ainda actividade como investigador no Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (IELT), unidade de investigação da Faculdade.

 

Breve entrevista com Nuno Júdice

1. Tendo em conta que este júri é composto por 18 personalidades de destaque da cultura ibero-americana, o que representa para si esta distinção?

Para um poeta ser reconhecido desta forma por um júri onde estão presentes alguns dos grandes poetas da língua castelhana, para além de outras personalidades de mérito, é um factor acrescido de alegria.

2. Considera que este prémio pode contribuir para a internacionalização da literatura portuguesa e, particularmente, da sua obra?

Felizmente quer a nossa literatura quer a minha obra já têm esse reconhecimento mas um prémio como este vem manter e sem dúvida aumentar essa divulgação junto de um público mais amplo pela importância que tem e pela qualidade dos anteriores premiados, onde contamos com dois grandes poetas de língua portuguesa:  João Cabral de Melo Neto e Sophia de Mello Breyner.

3. Apesar de mais reconhecido pela sua obra poética, tem feito incursões noutros géneros literários, como o seu último romance. De que forma esta multiplicidade de experiências de escrita o torna um autor mais completo?

São formas de expressão diferentes. A poesia é mais natural e constante na minha escrita mas o romance permite desenvolver a narrativa que, por vezes, está contida num poema como ponto de partida ou sugestão.

4. “Implosão” é a sua última obra publicada e versa sobre temas bastante recorrentes na actualidade. Esta obra de ficção serve para reflectir sobre a realidade que nos rodeia, sobre a crise que atravessamos em Portugal e na Europa?

Publiquei esse livro porque me pareceu necessário dar um testemunho sobre o que está a suceder na Europa e que pode pôr em risco um projecto em que a minha geração, que viveu o antes do 25 de abril de 1974 e acompanhou a instalação, nem sempre fácil da nossa democracia, acreditou. A Europa foi uma utopia que se concretizou e contribuiu para algumas décadas de paz e convívio num continente com um passado marcado por muitos e terríveis conflitos, e não podia deixar de marcar uma posição contra aquilo que está a conduzir esse momento histórico para uma ruptura.

 

 

Publicado em Docentes, FCSH, Prémio, Universidade Nova de Lisboa